Seguidores

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

dancemos, então...

Eu não sei dançar a valsa, disse-me ele baixinho.


Não faz mal, eu respondi. Dançamos outra coisa qualquer. 


E dançámos um bocadinho, ali, os dois, coladinhos.


Não sei que dança era, se era tango, se era salsa, mas estávamos no mesmo salão. 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

na batalha, na guerra!

Estava difícil pôr a mais nova a ler. Tal como fiz com a Mr. nunca a obriguei a pegar num livro. Fui fazendo pressão, pouquinha, fui pondo livros no meio do caminho, mas a miúda não tinha interesse nenhum (nada de mais, a mr também demorou a ainda agora é preciso forçar um bocado a barra).


Entretanto, na escola, uma miúda apareceu com um livro de BD que metia um unicórnio. Tudo em tons de rosa, como a chavala gosta e aquilo deixou-me interessada.


Na última ida àquela grande superfície comercial que começa em F e acaba em ac, comprei-lhe o primeiro da coleção. Já vai a mais de meio. E é muito gira vê-la concentrada, com a cabeça mergulhada no livro. 


Estou também a dever dinheiro à Mr. porque subornei-a para ler um da Alice Vieira e ela já vai para o segundo, tendo gostado do primeiro (Paulina ao piano). 


Não me lembro de alguma vez ter sido subornada pelos meus progenitores para ler, mas ei! vale tudo na guerra a favor da aculturação das camadas mais jovens! 


 

vem cá, conan

A máquina da roupa morreu.


Há qualquer coisa de positivo em não ter de andar a enfiar quilos de roupa naquele tambor, que depois tem de ser estendida, eventualmente apanhada, dobrada e arrumada nas gavetas e armários. Não fosse o facto de brevemente não ter cuecas lavadas até me deixava ficar assim, sem máquina de lavar. Que liberdade esta de não ser escrava da roupa. Na volta, partia-se tudo e avariava-se tudo, até o telemóvel. Vou pedir ao conan para vir cá estilhaçar o meu. 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

não sei

não sei por onde é que andamos os dois, às vezes, que parece que não andamos juntos


saímos e regressamos a horas desencontradas


quando eu saio, tu ficas


quando eu volto ainda não vieste


quando regressas eu já não estou


que bela merda de dança andamos os dois aqui a valsar


tu num salão


e eu noutro

gr na psicóloga e eu a desabafar postas de pescada

A guiomar começou a ter consultas de psicologia com a dra susana lalanda no caiped, em leiria. 


A primeira  sessão que serviu para falarmos sobre aquilo que nos preocupa. Parece estar tudo ligado à ansiedade. Hoje enviou-nos um mail com jogos para fazermos com ela. Honestamente não sei se vai funcionar porque implicam tempo e parece coisa rara nos dias que correm. O pai está sempre ocupado com alguma coisa, eu estou sempre cansada e ansiosa também com merdas que não interessam a ninguém e honestamente não acredito na psicologia. Tenho a impressão de que é mexer em merda que já está seca há muito tempo, mas pode ser que no caso de crianças funcione, afinal a merda delas ainda não está tão seca como a dos adultos. 


Este fim de semana estiveram cá a cati e a d. elsa. Eu não consigo passar por cima da cena que se passou em relação à tentativa da sogra de pôr a guiomar na catequese à minha revelia e a cena da cati estar pela milionésia vez com um tipo que lhe faz a vida negra (houve pelo menos duas discussões valentes ao telemóvel só estes dois dias) também me incomoda. A suposta calma do irmão e da mãe (d.elsa é um bocado creepy). Se calhar é isso que uma mãe deve fazer: ver a filha a fazer merda e deixar acontecer sem dizer nada. 


 

exercícios de escrita (fevereiro)

Oh, the deceiving smell of Spring....


que me perdoe o paterfamilias, mas isto na língua de Camões não teria o efeito de aliteração pretendido...


a não ser que fosse qualquer coisa do género:


ah, o erro de pensar que é primavera...


que não tem o mesmo ritmo nem a sibilação da língua dos bifes. 


 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

disseste dieta?

Quando decido fazer dieta, o meu apetite aumenta exponencialmente e só me apetece comer porcaria.


No início desta semana decidi que ia reduzir a quantidade de pão que ingiro, que ia beber muita água, que ia comer poucos hidratos e tal e tal.


O que comecei logo, logo a sentir? Fome! Muita fome! Parvoeira de cérebro! Prendam-no numa prisão de alta segurança, se faz favor.  

controlar e proibir para educar?

Na senda do uso de telemóveis (smartphones) na escola, dou por mim a pensar: será que estas questões só me perturbam a mim, será que para a maioria dos pais é ponto assente que os filhos andem sempre de telemóvel, será que sou só eu que acho que os pais devem "invadir" a privacidade dos filhos para controlar o que andam a ver e a fazer?


Aqui há uns tempos, numa reunião de pais, uma mãe disse qualquer coisa como: se a escola proibisse os miúdos de trazerem telemóveis é que era bom...


Sem pensar muito, respondi assim um bocado à bruta que nós (pais e mães) é que tínhamos de os proibir ou não de levar o "bicho" para a escola, que esta nem sequer tem condições para levar a cabo proibições desse âmbito. Creio que o que a senhora queria era ficar livre da culpa e do peso de ter de ser ela a impor essa proibição, seria muito fácil passar a batata quente à escola.


E pumbas! lá vêm os meus debates interiores: nós pais é que temos de ter espinha dorsal suficientemente dura para, uma vez acreditando em determinado princípio, ser capaz de o levar até ao fim (com a devida sensatez). Ou não? 


Depois, voltando à "invasão de privacidade": dou um smartphone ao meu filho apenas quando tiver plena confiança no uso que ele lhe vai dar ou dou-lho, cedendo à pressão que ele me faz (toda a gente tem menos eu!!) e porque é conveniente também para mim saber que ele está sempre contactável e depois coíbo-me de controlar, porque ah e tal, não quero invadir o espaço dele... ?


Não sei como pensarei daqui a uns três anos, mas para já defendo que nós pais temos o dever de "invadir" a privacidade dos nossos filhos. Serei uma besta? 


 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

sonhei que era gorda

Sonhei que era gorda. Isto é muito politicamente incorreto, eu sei, mas foi isto que sonhei (ou pesadelei, será melhor). Olhava-me ao espelho, toda nua, e era gorda.E odiava o que via. Decidia, então,  que no dia seguinte ia começar a fazer dieta, mas no suposto dia seguinte alguma coisa me impedia.


Voltava a ver-me ao espelho e a cena repetia-se. Odiava-me, decidia que ia fazer dieta e o espelho no qual o meu corpo se refletia era de uma loja de roupa (eu que não compro uma peça de roupa em loja há séculos) e ao meu lado estava alguém a quem eu apresentava as minhas justificações para ainda não ter começado a perder peso. 


Foi um alívio acordar.  Isto é muito politicamente incorreto, eu sei... 

estas aulas são uma seca! diziam eles uns aos outros

Eram duas e pouco da tarde, toda a gente em aulas, inclusivamente eu. O meu telemóvel começa a acusar mensagens de whatsapp, mais do que o normal àquela hora. Discretamente dou uma olhadela. É o grupo da turma da Mr. (tadinha da menina, não tem telemóvel... para estar incluída no grupo deu o número da mãe, tadinha...). São duas e pouco da tarde, toda a gente em aulas e uns quantos caramelos e caramelas, em plena aula, a mandarem mensagens uns aos outros, com direito a fotos e vídeos. Que a aula estava a ser uma seca, que porcaria, que não se faz nada, que bosta e .....


Roí-me toda, mas não fiz nada. Roí-me toda porque a minha vontade era mandá-los parar e guardar os telemóveis. Roí-me toda e não fiz nada porque depois a minha miúda é que ia ser massacrada e sofrer as consequências.


Mais tarde, quando a fui buscar à escola ela contou-me que algus tinham estado, à socapa, numa aula em que a professora circula pelos computadores, a usar os telemóveis para mandarem mensagens uns aos outros. "Eles esqueceram-se de que a tua mãe também vê as mensagens?" "Pelos vistos..."


Na semana seguinte não houve movimentações nenhumas no grupo durante as aulas, mas a miúda contou-me que os mesmos fizeram diretos para o instagram durante a aula...


A vontade que tive de ligar aos pais daqueles miúdos? Ui... do tamanho do kilimanjaro! 


Pais desta vida que dais aos vossos filhos livre uso do telemóveis, verificai depois o que andam eles a fazer com os mesmos, não vão os vossos anjinhos andar a fazer semelhante. 


 


 


 

domingo, 17 de fevereiro de 2019

fim de semana

O solfejo com o pai, as contas com potências e os perímetros das circunferências, com a ajuda da tia ci, torradas com manteiga e chá de lúcia-lima, para a mais velha. 


Uma ida ao Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota com o tio pedro e a prima rosarinho , bolachas carregadas de chocolate, para a mais nova.


Quando quiser ter lembranças deste fim de semana, só vou lembrar-me ter estado o tempo todo a estudar! zanga-se a mais nova, com toda a razão, mas o que é que a gente há-de fazer? 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

São (de santo) amar

Reina o silêncio depois de alguém ter saído deixando a porta bater. 


Prometi à gr. bolachas com pepitas de chocolate em forma de coração, ela pediu o pai em namoro, o pai aceitou e ela disse então agora beijamo-nos, isto via whasapp.


Ontem à tarde, subornei a Mr. Se leres um destes livros da Alice Vieira, no fim dou-te vinte euros, mesmo que não tenhas gostado. E mordi os lábios com força, porque me arrependi no segundo seguinte. Ela escolheu logo um dos mais difíceis, mas convenci-a a pegar noutro. Expliquei-lhe que haveria duas perspetivas da mesma história, não necessariamente a decorrer no mesmo tempo cronológico. Ela pareceu compreender e começou a ler. Hoje de manhã disse que estava a gostar. Amor é o que a gente faz pelos filhos se assim formos capazes. Feliz dia de são valentònio. 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

fim de semana

Sábado de sol... arranjei um caminhão, prá levar galera.....


podia continuar, mas não arranjei camião nenhum nem fui com galera nenhuma. Passámos o fim de semana no norte e fiquei em casa, sozinha, com a lareira a bombar e os textos maravilhosos dos meus alunos para ler e me darem alegrias, tantas que parei de cinco em cinco minutos para não ter uma síncope.


Fui às compras, em busca de ingredientes para um jantar a dois e regressei umas duas horas depois. O supermercado que começa em C e acaba em ente estava cheio de gente e não tinha salmão fumado. Tive de ir ao que começa em L e acaba em dl que estava mais cheio ainda. Estive uns bons quinze minutos na fila para pagar e as caixas estavam todas abertas, com filas semelhantes.


Mas o jantar ficou bom. Um jantar romântico, nesta fase das nossas vidas, equivale a um jantar em que estamos só os dois, o que significa uma grande economia de palavras e de zangas com a prole que agora não gosta de comida nenhuma e esqueceu as boas maneiras que lhes fomos incutindo ao longo destes últimos anos.


Assaltei a garrafeira do paterfamilias, que está muito má (ai, ai, pai... ), bebemos um copito e vimos mais um episódio de sex education. Depois, fomos dormir. O dia acordou outra vez soalheiro e eu já estava outra vez entregue a mim. Fui ao mercado, que é só o café mais giro de paredes e tomei um café com vista para a feira de velharias que ali se realiza pelo menos uma vez por mês. Lá dentro estavam uma tia e respetiva filha mais genro, com quem me entretive à conversa uma boa hora. 


O Dr. Daniel Sampaio, através do livro "a razão dos avós", relembrou-me a importância de darmos valor ao nosso passado e nada melhor do que conversar com uma guardiã desse passado (a tia aninhas). Tenho pena das crianças a quem a vida (ou os adultos das suas vidas) afastam de parentes e avós que lhes podem dar tanto.


À tarde refizemos um passeio da minha infância: fomos ao Monte Mozinho, um castro que fica ali para as bandas de penafiel. O sol batia bem quentinho lá no cimo da acrópole, a chuva tinha deixado o solo verdinho e as miúdas acharam-se no paraíso (palavras da gr.).


Foi mais um fim de semana que passou a voar num boing 747.  

domingo, 3 de fevereiro de 2019

ela foi a Londres, eu fui à dermatologista

 É claro que adorou Londres, principalmente o museu de história natural. Gastou uma pipa de massa no hard rock, andou kms e kms, socializou ...