Na senda do uso de telemóveis (smartphones) na escola, dou por mim a pensar: será que estas questões só me perturbam a mim, será que para a maioria dos pais é ponto assente que os filhos andem sempre de telemóvel, será que sou só eu que acho que os pais devem "invadir" a privacidade dos filhos para controlar o que andam a ver e a fazer?
Aqui há uns tempos, numa reunião de pais, uma mãe disse qualquer coisa como: se a escola proibisse os miúdos de trazerem telemóveis é que era bom...
Sem pensar muito, respondi assim um bocado à bruta que nós (pais e mães) é que tínhamos de os proibir ou não de levar o "bicho" para a escola, que esta nem sequer tem condições para levar a cabo proibições desse âmbito. Creio que o que a senhora queria era ficar livre da culpa e do peso de ter de ser ela a impor essa proibição, seria muito fácil passar a batata quente à escola.
E pumbas! lá vêm os meus debates interiores: nós pais é que temos de ter espinha dorsal suficientemente dura para, uma vez acreditando em determinado princípio, ser capaz de o levar até ao fim (com a devida sensatez). Ou não?
Depois, voltando à "invasão de privacidade": dou um smartphone ao meu filho apenas quando tiver plena confiança no uso que ele lhe vai dar ou dou-lho, cedendo à pressão que ele me faz (toda a gente tem menos eu!!) e porque é conveniente também para mim saber que ele está sempre contactável e depois coíbo-me de controlar, porque ah e tal, não quero invadir o espaço dele... ?
Não sei como pensarei daqui a uns três anos, mas para já defendo que nós pais temos o dever de "invadir" a privacidade dos nossos filhos. Serei uma besta?
A mais velha só teve telemóvel aos 12, quando foi para o 7º ano, da turma era ela e outra, já todos tinham(alguns desde a primária),quando recebeu o telemóvel ficou a saber que podia-mos ver o que andava a "fazer" se assim quisemos, a mais nova vai pela mesma "lei" cá de casa, anda no 5º ano e já muitos colegas têm.
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