Eram duas e pouco da tarde, toda a gente em aulas, inclusivamente eu. O meu telemóvel começa a acusar mensagens de whatsapp, mais do que o normal àquela hora. Discretamente dou uma olhadela. É o grupo da turma da Mr. (tadinha da menina, não tem telemóvel... para estar incluída no grupo deu o número da mãe, tadinha...). São duas e pouco da tarde, toda a gente em aulas e uns quantos caramelos e caramelas, em plena aula, a mandarem mensagens uns aos outros, com direito a fotos e vídeos. Que a aula estava a ser uma seca, que porcaria, que não se faz nada, que bosta e .....
Roí-me toda, mas não fiz nada. Roí-me toda porque a minha vontade era mandá-los parar e guardar os telemóveis. Roí-me toda e não fiz nada porque depois a minha miúda é que ia ser massacrada e sofrer as consequências.
Mais tarde, quando a fui buscar à escola ela contou-me que algus tinham estado, à socapa, numa aula em que a professora circula pelos computadores, a usar os telemóveis para mandarem mensagens uns aos outros. "Eles esqueceram-se de que a tua mãe também vê as mensagens?" "Pelos vistos..."
Na semana seguinte não houve movimentações nenhumas no grupo durante as aulas, mas a miúda contou-me que os mesmos fizeram diretos para o instagram durante a aula...
A vontade que tive de ligar aos pais daqueles miúdos? Ui... do tamanho do kilimanjaro!
Pais desta vida que dais aos vossos filhos livre uso do telemóveis, verificai depois o que andam eles a fazer com os mesmos, não vão os vossos anjinhos andar a fazer semelhante.
Infelizmente, parece-me que é prática comum por muitas escolas deste país....
ResponderEliminarA minha filha tem telemovel e liga-me sempre a hora de almoço. mas uma coisa que sempre a avisei é que nas aulas, o telemovel é para estar desligado. E que se eu algum dia souber que nao está, lhe é retirado na hora.
ResponderEliminarMas vais verificando o que ela faz, isto é, "invades" a sua privacidade para controlar o uso que dá ao telemóvel? Tenho de escrever sobre isto, porque gostava de saber como é que os outros pais fazem.
ResponderEliminarqual é a tua opinião sobre o assunto? aqui há dias uma mãe dizia que se a escola proibisse telemóveis é que era bom...
ResponderEliminarUm dia a catraia chega-te a casa sem os três e grávida.
ResponderEliminarPorquê? qual a lógica por trás desta afirmação grosseira?
ResponderEliminarSem comentarios.
ResponderEliminarPor exemplo, não acho q esteja a invadir a privacidade dela. Posso por exemplo, ligar na hora de uma aula. È o suficiente para perceber se tem ou nao tem o telemovel ligado.
ResponderEliminarObrigado pelo testemunho.
ResponderEliminarFez bem em não interferir junto do grupo/turma ou pais. Caso o (a) DT seja de confiança, se me permite, sugiro que relate o ocorrido. Mas só se for de confiança ou como dizem os meus alunos, "das que não se chibam"
não é na proibição que está a solução, mas na educação. os pais são os primeiros a dar os gadgets aos meninos, às vezes ainda nem dentes tem, coitadinhos para não fazerem birra.
ResponderEliminarO que fazem com os telemóveis nas aulas é somente a ponta do icebergue. O grande problema está no nível anterior, na educação familiar, quer a nível de valores tão básicos como o respeito, até aos limites que devem ter ou não na utilização de equipamentos tecnológicos.
ResponderEliminarMas para que isso aconteça, é preciso algo que os pais, pelas mais diversas razões, se demitiram de fazer: investir tempo - de qualidade - com os filhos.
Para a questão específica deste post, cabe aos pais criarem regras e limites que os filhos possam interiorizar, e replicar noutras situações sociais.
Com os meus filhos, nos momentos familiares - refeições, lazer, visitas - não há telemóveis PARA NINGUÉM! Só assim os elementos da família conseguem interagir uns com os outros, fomentando a aprendizagem e também diversão mútua. Se o tempo familiar for reduzido ao mínimo, não é de estranhar que os filhos procurem escapes e distracções alternativas.
Obviamente, existem tempos livres e de ócio que poderão utilizá-los se assim o quiserem, ou fazer outras actividades. Se em casa compreenderem estes limites, muito mais fácil será copiá-los nas escolas.
Algumas escolas privadas têm caixas para que se guardem os aparelhos e alguns encarregados de educação não deixam os estudantes levar o telemóvel para a escola... para mim é o que faz sentido, se eles têm ali 'à mão' é impossível controlarem-se, o melhor mesmo era não terem: se ninguém tem estão todos na mesma igualdade!
ResponderEliminarA desculpa que alguns pais referem de que pode ser preciso ligar é injustificada, sempre que for necessário a própria escola é a primeira a ter esse cuidado de ligar à família!
Neste momento, temos grande parte dos estudantes, nos intervalos, sentados a olhar para um ecrã, em vez de conviverem, brincarem, interagirem....
Essa "caixa" também já é comum nas públicas. Depois, com algumas turmas mais complicadas há com frequência qualquer coisa que corre mal e há inclusivamente alunos que se recusam a pôr o telemóvel lá dentro, preferindo ir para a rua com falta injustificada. Em casa, de facto, faltam indicações sobre o que é adequado, correto ou incorreto e falta a responsabilização.
ResponderEliminarDe nada, P.P.
ResponderEliminarNeste caso, a DT não seria solução... é das que se "chibam" :)
Eu queria que a professora em questão tomasse conhecimento da situação sem levantar ondas, sem que houvesse a possibilidade de virem a pensar que a denúncia tinha vindo de um dos pares da turma e, acima de tudo, que a professora resolvesse a situação à sua maneira. A mensagem chegou e a professora já lidou com a situação como achou melhor.
É muito fácil passá-los para a frente de um écran, todos o fazemos, por uma razão ou por outra, válida nos contextos familiares de cada um, mas é importante tomarmos consciência de que estamos a fazer uso abusivo, que tem mais consequências negativas do que positivas, a médio e longo prazo.
ResponderEliminarÉ isso mesmo Hugo.
ResponderEliminarNão há tempo em algumas casas, porque realmente os pais se matam a trabalhar ou porque temos as prioridades mal definidas. É urgente mudar a forma como vivemos e como concebemos os momentos de ócio e de estar em família.