Em casa.
Dia acinzentado.
Cabrito no forno.
Sobremesa no frigorífico.
Cozinha arrumada.
Mesa posta na sala.
Vinho tinto.
A faltar: compasso, regueifa com manteiga, as pitas da tia Aninhas (não devia ter começado isto, que lá vem um dos momentos de choradeira do dia).
Vou tomar banho. Já basta não ter roupa nova para estrear, como dizia o Marco há bocado.
A ti deu-te para chorar. A mim, para sorrir. Lembrei-me das limpezas da Páscoa, da roupa nova, do compasso da aldeia onde nunca nos sentimos em casa. Na minha família, sempre fomos avessos a essas tradições e achávamos curioso o frenesim. Limpezas eram todos os sábados e roupas a estrear era quando calhava, o compasso recebia-se sem convicção, mais por obrigação. Hoje, já ninguém se sente obrigado. E ainda bem.
ResponderEliminarUm abraço,
Lis
Sabes do que senti mais a falta? Da regueifa estaladiça com manteiga e da chávena de café coado à moda antiga. Passo bem sem o compasso mais a correria deste dia. Desde que a minha avó miquinhas morreu a coisa perdeu piada. Era o dia em que víamos toda a gente da família do lado do meu pai. Abraço
ResponderEliminarHá pessoas que são todos. Entendo bem. Também sinto falta do pirão e do café de saco da minha avó. Beijinhos
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