sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Calendário 2025

Riamos, para não chorarmos...

Jantamos quase sempre na sala, com duas velinhas acesas, uma musiquinha tranquila e para mim um copo de vinho, mas quase posso afirmar que o calendário está morto, embora eu o veja ali, na sua forma física, em cima da lareira.

Cenas várias, entre treinos que acabam às 22h, crises existenciais que têm de ser geridas, namorados sem carta de condução que aparecem e depois têm de ser levados a casa, consultas médicas que terminam às tantas foram, até agora, impedimento de praticamente tudo. 

Vamos ver se a noite de hoje se salva: concurso de culinária. O pai faz a sobremesa, a mais velha o prato principal e a mais nova a entrada. Eu como. 

sábado, 13 de dezembro de 2025

fomos, com licença, ao Porto

No fim das férias grandes, demos um salto ao Porto. Num início de tarde cinzento, apanhámos um comboio em Cête e saímos em São Bento. 

Levámos logo com uma chapada de gente, gente e mais gente, em todas as direções e em todas as línguas.

O destino era a zona da Ribeira. As miúdas não conheciam e eu há muito tempo que não dava por lá umas voltas. Descemos por uma das ruas que não estava em obras. Eu desejosa de um café e uma das miúdas de uma casa de banho.

Procurei um café "normal", mas só via cafés de turistas. Não queria um desses por várias razões, entre elas o preço que iria pagar pelo café. A meio da rua encontrei um, com ar de café autóctone e entrámos. 

Ao balcão, perguntei onde era a casa de banho para a miúda ir e pedi um café. O dono, mal encarado, perguntou se só íamos consumir um café, porque assim só uma pessoa é que podia usar a casa de banho. Fiquei ali um bocado embasbacada e disse à miúda para se despachar, vai lá enquanto bebo o café.

Mas, segundos depois, mando-a vir para trás. Esquece lá, vamos embora, aqui não bebo café, o senhor pode ir ser mal criado e estúpido com outras pessoas. Saímos ao som de "vão lá embora, procurar uma casa de banho pública" e outros mimos que tal. Acabei por tomar o meu café num misto de mercearia, atendida por uma menina francesa, que não só me serviu um café com um chocolate ao lado, como foi simpática e ainda deixou usar o WC sem resmungos e sem qualquer tipo de má educação. 

Desci o resto da rua com umas ganas! Arre, que homem estúpido! O único café numa rua de turistas e de "franchises" que ainda se aguenta trata assim as pessoas... 

No regresso, subimos por outra rua, mas a minha vontade era subir a mesma, entrar na merda daquele café e dizer ao senhor que graças à forma estúpida como fomos tratadas, podendo lanchar ali e dar-lhe dinheiro a ganhar, ia lanchar a outro lado onde tratem bem as pessoas, especialmente as que ainda procuram os cafés de bairro e esperam o minímo de bom atendimento. 

 

 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

calendário 2025

só para registo e memória futura: na primeira semana falhámos TODAS as atividades, nem a primeira se safou (montar a árvore). Andamos cabisbaixos, amuados e sem vontade, cá por várias razões.

Na segunda semana, a coisa engrenou. 

O que tenho feito por que aconteça todas as noites, e ainda não sei se eles notaram, é jantar na sala, com duas velas acesas, uma musiquinha baixinha na "penumbra" e com a mente minimamente tranquila. 

fazer a revolução (outra vez)

 Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...