Queria escrever alguma coisa; há vários assuntos aos quais posso dar cobertura: a decisão dos profs de inglês nas AECs de pararem de trabalhar se não recebessem até hoje, o cancelamento das emissões de um programa de rádio da Antena 1, por coincidência após uma crónica radiofónica sobre Angola;
decidir se continuo a trabalhar ou não, caso os outros profs decidam continuar, as consequências que daí advêm; as más notícias constantes relativas à PÔRRA da crise....
Mas não me apetece. Se eu fosse um cão, a minha cauda andaria entre as pernas ou a arrastar pelo chão. Na rua, sinto-me a caminhar com o ombros caídos. Sinto-me sem esperança.
Sinto que este país está num buraco sem fundo e gostava de saber o que fazer para combater a situação.
Sinto-me num beco sem saída. Lamento, às vezes, ter trazido ao mundo duas crianças, porque não sei o que elas vão ter de enfrentar, mas receio que seja o pior.
Pronto, para deprimir quem me lê já chega.
Bom dia, catraia miúda.
ResponderEliminarProponho-te um exercício - sem avaliação :-))
Lê:
Poucos chegavam aos trinta.
A velhice era privilégio das pedras e das árvores.
A infância durava tanto quanto a dos lobos.
Tinham de apressar-se, acompanhar a vida
antes de o sol se pôr,
antes de a primeira neve cair.
Podes continuar a leitura quando vieres cá a casa, e isto não é método de “penso rápido” na ferida. É sabedoria…
Já agora: é o princípio de um poema de Wisława Szymborska, que morreu ontem (vês que, não vendo televisão, ainda ando informado…). O poema vem num livrinho “Alguns gostam de poesia”, - “cavalo de ferro editores”.
Beijinhos nossos
Eu também não vejo televisão..... e ando muito pouco poética.... e muito pouco receptiva à reflexão. Mas cá ando!
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