terça-feira, 24 de janeiro de 2012

solidariedade

À minha frente um monte de roupa para dobrar e guardar, mais um estendal para apanhar. A mesa onde me encontro cheia de papelada, brinquedos e cds.


No chão ali à frente brinquedos das miúdas, migalhas de bolacha, um par de meias (que raio têm os putos contra andar calçados?) e outro de sapatilhas. O pó espalha-se por todos os móveis. Na cozinha, um jantar para fazer, um chão para lavar, um frigorífico para limpar.


Não me atrevo a continuar. São efeitos secundários de estar a trabalhar, ainda que apenas com um horário de sete horas. 


 


No entanto, para cumprir esse horário tão pequeno e tão pouco lucrativo, estou fora de casa todos os dias das 14.30 às 18.30. 


Sinto-me a fazer, outra vez, as coisas pela metade. Para cúmulo, tenho uma cara metade que arranja sempre maneira de se safar de ajudar. Qualquer dia, ou rebento ou.... rebento!


 


 

7 comentários:

  1. A vidinha do dia-a-dia é tramada, não é? Só nos filmes é que elas chegam ao fim do dia maquilhadas, bem vestidas e com a casinha toda arrumada... Nunca passam a ferro, bebem um belo tinto ao jantar e os filhos não andam ranhosos.:) Não te esqueças de um fantástico truque: apagar as luzes! Não está arrumado mas não se vê! Agora a sério, menos luz ajuda muito...

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  2. Querias solidariedade, não era?
    Quem inventou essa mulher perfeita de que falas foi um homem! Não temos nada a ver com isso enquanto mulheres a sério!

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  3. No meu caso, por exemplo, não me incomoda tanto o facto de sair de casa de manhã por volta das 8h20m, sempre a acelerar, ter uma hora para almoço que serve também para adiantar alguma coisa, chegar a casa perto das 20h e dedicar-me às tarefas domésticas, ter que ser trabalhadora, mãe, namorada, e ainda conseguir arranjar tempo para ser mulher! Incomoda-me mais o facto de, muitas vezes, os homens (e os filhos) não só não colaborarem em nada, como pensarem que deveríamos estar ali alegres e bem humoradas à disposição deles. E, quando isso não acontece, queixarem-se da falta de atenção que lhes damos e do tempo que lhes dedicamos!

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  4. Isso e, quando lhes dá a veia organizadora duas vezes por ano, andarem pela casa a arrumar coisas fora do sítio e ainda terem a lata de insinuarem que não arrumamos nem somos organizadas! Isso deixa-me fora de mim, para além de esperarem que estejamos sempre in a good mood.

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  5. Depois de ler todos estes comentários, senti-me reforçada: é tão bom estar solteira!

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  6. Solteira e sem gajo a viver contigo, se não, vai dar no mesmo.
    Vamos partir do princípio de que, para já, as vantagens superam o resto, no meu caso.

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