quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

quem tem filhos tem cadilhos

Os filhos mexem com tudo: com o corpo, com as dinâmicas do casal, com as crenças que possuíamos, com as posturas, com o que gostaríamos de fazer e com o que somos forçados a fazer.


Mexem com a nossa sanidade mental. Nada nos prepara para o turbilhão de emoções que se segue ao parto, a começar pela ausência daquele amor incondicional que é suposto sentirmos assim que pomos os olhos no rebento e não sentimos.


 Nada nos prepara para as noites mal domidas, para o cansaço que se acumula ao longo de meses, para mamas ingurgitadas, gretadas,  para os conflitos novos que surgem por causa da criança, conflitos com o progenitor, connosco por não termos a certeza de estarmos a agir como deve ser, conflitos com avós por divergências de opinões no que toca à educação que se está a dar; nada nos prepara para ser pais e mães.


Constituir família e mantê-la unida, apesar das merdas todas que surgem, é o trabalho do século.


 


Educar uma criança de acordo com boas regras de conduta e princípios morais sólidos é difícil. Nada nos prepara para sermos constantemente postos à prova e questionados na nossa autoridade.


 


Como professora, posso demitir-me, posso não me chatear e virar as costas, posso passar por cima. Como mãe, jamais. E esta consciência, por vezes,  pesa muito.


 


O que nos vai safando é a capacidade de rirmos de nós próprios e de sermos capazes de relativizar algumas situações.


God help me with this job!


 


 

5 comentários:

  1. Cheguei a dizer muitas vezes "dos maridos ainda nos podemos divorciar, já dos filhos...".
    Ontem, à conversa com uma cliente (grávida do 2º filho), ela expressou a sua opinião "hoje em dia, talvez seja mais difícil educar, do que propriamente sustentar os filhos".
    E eu posso dizer que, se a tarefa já é difícil quando ambos os progenitores rumam no mesmo sentido, mais se torna quando apenas um tenta educar, e o outro deseducar!
    Já para não falar que o próprio temperamento das crianças dificulta em grande escala o nosso trabalho!
    Mas pelo menos a "remuneração" que retiramos desta função compensa!

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  2. A tua mãe vai-me matar! "por tua causa, não tenho mais netos!"
    AAAIIII..

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