domingo, 26 de fevereiro de 2012

sinto-me parte de uma banda rock em digressão

Este mês, lá andei em bolandas com o grupo de teatro, todos os fins de semana. Corremos terrinhas de concelho de Paredes e este sábado fomos a Castelo de Paiva, onde fomos recebidos com bifanas e moelas, casa cheia e palmas de cada vez que uma personagem entrava em cena.


Em março rumamos a terras de Basto.


 


Gosto de fazer teatro. Gosto dos ensaios, desde o momento em que começamos a ler os textos até ao ensaio final. Gosto de pensar nas vozes, tiques, posturas das personagens que me cabem em sorte, de ir para casa, depois de cada ensaio, com a personagem vestida, de ficar acordada ainda com a excitação do que se fez, gosto do quase pânico antes da entrada em cena, da adrenalina durante e depois. Não tenho frio, sede, fome, tenho apenas vontade de entrar o mais depressa possível, para acabar com aquela ansiedade maluca e depois deixar o texto e as marcações fluirem, como se não fosse eu que ali estivesse.


Gosto de estar lá atrás, enquanto os outros atuam e sofrer com as falhas que ocorrem ou regozijar-me quando tudo correu bem e todos juntos contámos uma história.


Gosto dos aplausos e de ver o público de pé, espontaneamente, porque vibrou com o que viu, como nós vibrámos em cima das tábuas.


Gosto muito.


 


 

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