Voltei a cozinhar.
sábado, 30 de junho de 2012
pai, não leias este, se faz favor
As minhas filhas dormem mal, mas acordam a cantar.
Eu, à custa das minhas filhas, durmo mal e acordo com cara de urso e má disposição que me persegue pelo dia fora.
Tenho andado com vontade de me "empielar" (qual Mia Couto, qual quê! bato-o aos pontos nisto de inventar palavras) todas as noites, mas como não há tusto, também não há "bubida".
Quer-me parecer que a TPM chegou no pós, em vez de chegar no pré.
Este ano está a ser duro: sem trabalho digno desse nome, alta contenção de gastos, muita frustração, muita discussão matrimonial, pouca paciência para estar com filhas, muita culpa por não ter paciência, zero motivação...
Devo parecer mais uma a queixar-se de barriga cheia, porque sei que muitas pessoas estão bem pior, mas a falta de perspetivas está a deixar-me doente.
Preciso de encontrar uma nova profissão. Quero um rumo! (que poético)
quinta-feira, 28 de junho de 2012
aposta perdida?
O gajo está a aguentar-se na função de cozinhar, tirando ontem que me pediu para ser eu a fazer o jantar, para poder ver o jogo.
Hoje, fez uma mistela de caril muito boa.
Na terça fez uns bifes hiper calóricos, que juntou a batatas fritas. A miúda mais velha só dizia "delícia".
A mãe só pensava na quantidade de calorias que estava ingerir, enquanto tentava não se arrepender de "deixar" o homem da casa fazer todas as refeições.
Se o homem quer cozinhar que cozinhe.
Só sinto falta de peixe.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
pós show off
Enquanto escrevia o post anterior, onde me gabava dos livros lidos nestes últimos meses, ouvia a Gr. a cantar e a falar sozinha, É coisa normal, não liguei. Depois, fui ouvindo: "a gr. está muito munita, muito munita". Continuei a escrever, sem prestar grande atenção.
Quando terminei o post, levantei-me e fui ver o que é que a serigaita estava fazer.
Pois que pegou num baton vermelho vivo (que nunca usei nem fazia tenções de usar) e pintou o chão, as pernas e a cara toda.
Estava muito "munita" sim senhora.
olha só o show off !
Trilogia Millenium (devorada)
O último cabalista de Lisboa (saboreado lentamente)
O filho de mil homens (misto de devorado e saboreado, com direito a leituras em voz alta para sentir melhor a pulsação da escrita, grande valter)
Anatomia dos mártires (devorado, embora o final não me tenha agradado por aí além)
Trilogia Crónicas do senhor da guerra (custei a entrar, demorei para aí uma semana no primeiro volume e despachei os outros dois noutra)
o mercador português (o mais aborrecido para mim, li-o porque mo tinham recomendado e não quis desistir, embora esse seja um dos direitos do leitor).
Lista de livros lidos desde janeiro. Dez livros em seis meses. Nada mau, para quem andava "burra" e afastada da literatura.
Estou agora a ler A sombra do vento.
terça-feira, 26 de junho de 2012
descoberta da religião aos quatro anos
Ao jantar:
Mr.- o J. não gosta de Jesus.
Pai - Não? Está bem. Nem todos gostamos das mesmas coisas. Olha, por exemplo, tu gostas muito de cebola (WTF??? penso eu), mas muita gente não gosta.
Mr. - mas pai, nós temos de gostar de Deus. É importante.
Pai: - É?
Mr. - Sim. Olha, imagina que tu eras uma pessoa importante.
E ninguém gostava de ti.
Era chato....
aposta
Diz que vai ele encarregar-se das refeições. Dou-lhe uma semana.
Na próxima segunda feira vamos ver o que acontece.
sábado, 23 de junho de 2012
depois de uma manhã e tarde de horror...
...ligou-se a televisão no canal panda (em casa dos meus pais) e elas estão ali, sentadas no sofá, como se fossem dois anjinhos.
E eu, eu precisava de férias, delas.
Mas tenho de dizer isto muito baixinho, porque um dia destes os céus castigam-me.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
o facebook e eu
Não sou fã do facebook.
Não é o facebook em si que é o problema. São as pessoas.
Há pessoas que não vejo há anos, com quem não falo há anos, há pessoas que passam por mim e fazem de conta que não me veem e essas pessoas com quem já não falo há anos e que até fazem de conta que não me conhecem pedem para ser meus amigos no facebook.
Não capto, não entendo.
O que é que tem o facebook de especial para levar estas pessoas e quererem ser meus amigos internéticos?
A única explicação que encontro é o carater voyeuristico da aplicação (para não repetir a palavra facebook outra vez). No facebook podem saber o que faz toda a gente, podem ver fotos e não há a maçada de ter de andar a fazer telefonemas ou enviar mensagens. Essas deixam-se para os verdadeiros amigos. No entanto, quantos mais amigos tens no FB, menos tens na vida cá fora. Será verdade?
quarta-feira, 20 de junho de 2012
dos rituais cá de casa
No final do jantar, quando eu já estou a levantar os pratos, o pai dança, canta, faz palhaçadas e é um fartote. A Mr. tem ataques de riso que terminam numa corrida para a casa de banho. - "ai que já estou a fazer xixi nas cuecas!"
A Gr. atira-se para o chão, ri-se, dança e pula e cai....
Eu, assisto, tenho ataques de riso e lembro-me porque casei com quem casei.
terça-feira, 19 de junho de 2012
de acordo com o sitemeter...
...os senhores de Mountain View, CA, são os meus visitantes mais assíduos.
um por todos....my ass
Ano letivo terminou.
Os professores de inglês reuniram-se, alguns ainda não receberam e queriam saber o que poderiam fazer, dado que com o final do ano letivo termina o contrato entre câmara e empresa, com as possíveis consequências para a carneirada que nós somos.
Já há notícias da nova entidade que irá operar no munícipio de Alcobaça, para o próximo ano.
Ao que parece, a carneirada manter-se-á.
Ao que parece, a carneirada sujeitar-se-á a trabalhar nas mesmas condições.
E mais não digo, mas apetecia-me tanto rebater a lógica de alguém que defendia "Ah, isso para o ano, cada um é que sabe como é a sua vida."
Não! pôrra! Se houvesse consciência, todos juntos batendo o pé para mudar as condições de todos, isto não tinha de ser assim.
E agora sim, é que não digo mesmo mais nada.
sábado, 16 de junho de 2012
a saga do ambrósio
Começamos a saga do motorista. Hoje, às 16h, lá vou eu (por arrasto) a uma festa de anos de um amigo da Mr.
Deve ser a primeira de muitas, ao que ouço dizer. Parece que, a partir de determinada altura, os progenitores, especialmente a progenitora fêmea, mais não fazem que conduzir os rebentos aos seus compromissos sociais.
Também oiço dizer que os rebentos chegam a ter mais vida social que os seus progenitores. Ai....
quinta-feira, 14 de junho de 2012
dói-lhe a cabeça? não leia este blog
Parece que esta imagem nova do blog pode provocar dor de cabeça a pessoas mais sensíveis a certas cores como o branco. Há alguém aí com dor de cabeça?
há dias assim. viva o tintol
Deus me perdoe, mas hoje foi um dia tão mau que tive de beber meia garrafa de tinto ao jantar para conseguir não estrangular nenhuma das minhas filhas.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
delegar tarefas, parte II
Ontem, deleguei no pai a tarefa de adormecer as miúdas, porque eu tinha avaliações para fazer.
Ontem, o pai achou que era uma boa noite para deixar que a Mr. adormecesse sozinha. A rapariga chorou, choramingou, pediu água, leite, bolachas, chorou, choramingou, esteve comigo no escritório, na sala, voltou para a cama dela com o pai, mudou para a nossa e aí adormeceu por volta da meia noite e meia.
Eu fiz as avaliações, mas foi uma noite muito comprida.
terça-feira, 12 de junho de 2012
post altamente escatológico
Enquanto escrevo isto, a Gr. está sentada no bacio a fazer cocó.
Começámos, cá em casa, o treino para acabar com as fraldas.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
porque é que eu sou muito mais totó do que previamente referido
Fui a uma reunião de executivo camarário, pensando que era uma assembleia municipal.
Só descobri quando o meu pai me perguntou quem tinha dado início à ordem de trabalhos e eu lhe respondi que tinha sido o presidente da câmara. Não pode! Responde o meu pai, admirado. Tinha de ser o presidente da assembleia.
Toma! Fostes para lá todos lampeiros, a querer defender os vossos direitos e nem uma assembleia era.
Toma, fostes lá todos lampeiros defender os vossos direitos e a única coisa que conseguiram foi ofender os senhores da câmara, com afirmações falaciosas e injustas!
A Câmara só cumpriu a lei, que diz que devem ser contratados os serviços pelo menor preço possível. E foi, ao longo do ano, acusada injustamente de não cumprir com os seus compromissos.
Sim, sr. presidente. Nós não queremos de forma nenhuma fazer acusações injustas, só queremos que a câmara, no momento de contratar empresas, tenha em atenção a capacidade financeira das mesmas para celebrar contratos de trabalho legais com os professores. Só isso, sr presidente. E sim, os senhores são em parte responsáveis pelo caos que foi este ano letivo. Ah, pois, só estavam a cumprir a lei.
Como era apenas uma reunião ordinária só tivemos direito a ouvir a palavra do sr. presidente, não houve lugar a intervenções dos deputados da oposição, o que poderia ter valido a pena.
Depois, às 15.30 saímos. Parece que não ficou muito mais gente, até os próprios vereadores foram saindo sem que a reunião tivesse chegado ao fim.
Sou ou não sou totó?
dia de assembleia municipal
Hoje, dia de assembleia municipal em Alcobaça, os mesmos totós que estiveram em reunião com a empresa e o sindicato vão expor, mais uma vez, a situação lamentável dos professores de AECs de inglês no munícipio.
Porque é que me auto intitulo de totó? Porque não acredito que vá fazer diferença, enquanto os agrupamentos não baterem o pé e exigirem outro modo de contratação dos professores que dão aulas aos seus alunos. Os outros que poderiam fazer diferença andam anestesiados: os paizinhos e as mãezinhas.
Logo conto como foi.
cerejas
Estive a tentar ensinar a Gr. a comer cerejas. Que afirmação tão estranha, como se fosse necessário ensinar alguém a comer a fruta mais deliciosa, juntamente com a melancia.
A primeira foi muito bem, mas depois não sei se se assustou com o sumo, vermelho sangue, porque não quis mais nenhuma. Não fico com pena. Mais ficam para mim.
sábado, 9 de junho de 2012
questões para o futuro
Mais uma semana e o ano letivo termina. Se é que posso chamar ano letivo a isto que me aconteceu: trabalhar ilegalmente, sem contrato, sem descontos, a receber mal e tardiamente e a fazer uma coisa que odiei.
Para o ano há mais... ou não.
Para o ano, as possibilidades de pousar as chuteiras, usando jargão da época, são muitas. As perspetivas de ficar colocada são mínimas. Não queria nada dar AECs nestes moldes. Se calhar, assumo a minha dimensão de mãe e dona de casa e faço o que puder com ela. Ou não.
domingo, 3 de junho de 2012
vá para fora cá dentro
Ontem à noite, foi noite de marido e mulher.
Pus as crias a jantar mais cedo depois de as ter cansado com o jogo da macaca e de um banho de banheira; tomei eu banho e alindei-me.
A seguir, fomos ao nosso restaurante preferido e depois ver um filme.
Na salada havia uma lagarta verde e o filme era uma porcaria.
Ainda bem que o restaurante era a nossa cozinha e o filme foi visto na sala.
Em tempos de contenção, é para o que estamos.
Salvou-se o que veio a seguir e mais não conto porque os meus pais leem este blog.
mãezinhas, deus me livre de ser uma delas
Eu vinha aqui escrever um post sobre os paizinhos que não sabem incutir o sentido de responsabilidade aos seus filhinhos, mas estou no rescaldo de uma "luta" pela hegemonia com a minha filha mais velha que me tirou o apetite para falar sobre paizinhos, melhor, mãezinhas.
A minha filha mais velha acha que pode desarrumar à sua vontade, prometer que arruma tudo sozinha e depois dizer que afinal não arruma, porque está muito cansada ou que arruma antes de jantar, tendo a mãe a avisá-la de não é quando ela quer, mas quando a mãe manda, porque sim.
A minha filha mais velha já berrou como se a estivessem a matar, enquanto a mãe arrumou os brinquedos todos espalhados e levou tudo para a garagem. A filha mais velha já disse que a mãe era a mãe mais má do mundo e que nunca mais ia gostar dela e, agora, um quarto de hora depois, está novamente com outro conjunto de tralhas espalhadas no chão do quarto, a brincar, como se há um quarto de hora atrás não tivesse berrado como se a estivessem a matar.
Há uma mãezinha de um aluno meu do 3º ano que achou por bem consentir com o desejo do filho de não voltar a pôr os pés na aula de inglês porque não gosta da professora, apesar de se ter matriculado na disciplina. A mãezinha acha até que não há necessidade nenhuma de informar a professora.
E eu só penso: coitado do puto, que ainda vai encontrar tanto professor de quem não vai gostar e não tem uma mãe que lhe mostre que se quis ter aulas de inglês, vai gramá-las até ao fim, porque a vida não é só feita de coisas de que a gente gosta.
Ah! claro, esqueci-me de que as AECs são opção, não fazem parte do currículo obrigatório. Que patetice a minha.
sábado, 2 de junho de 2012
decisões importantes
Ter um marido autodidata, que compõe os seus instrumentos e material musical e fotográfico sozinho, com a ajuda de tutoriais no youtube e que tem toda a documentação da escola no computador mais ter o meu computador estragado e o substituto sem ligação wireless dá em ausência do estaminé quase total. Será que escrevi uma frase longa de mais?
Por cá andamos em época de grandes decisões, aliada a época de contenção quase total.
Sempre dissemos que tirar a Mr. da escola privada onde anda desde os 13 meses era a última coisa que faríamos, apenas quando vissemos que já era impossível arcar com a despesa.
Pois essa altura chegou. Já estivemos a ver que documentos são necessários para a pré-escola e agora vou ao agrupamento na segunda feira, para ver se ponho a coisa a andar.
Se não tivermos cuidado, porque andamos muito emocionais, corremos o risco de fazer desta mudança um drama. Não podemos cair nessa.
Há que relativizar, era o que deveria acontecer daqui a um ano, assim acontece mais cedo e se correr bem a Mr. já vai para o primeiro ano com colegas da pré, o que facilitará a adaptação a uma etapa completamente diferente.
Tal como disse num post sobre a entrada da Gr. para o infantário, o que não nos mata faz-nos mais fortes.
Agora, vou ali ao Lidl da esquina comprar bens consumíveis. Aguardem um post sobre encarregados de educação como eles não devem ser.
fazer a revolução (outra vez)
Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...
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Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...
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Estou aqui ou não?
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Estamos em casa. À minha volta vejo sacos e malas. Ouço as miúdas na casa de banho, dentro da banheira, a livrarem-se de sal e areia acumula...