Não sou fã do facebook.
Não é o facebook em si que é o problema. São as pessoas.
Há pessoas que não vejo há anos, com quem não falo há anos, há pessoas que passam por mim e fazem de conta que não me veem e essas pessoas com quem já não falo há anos e que até fazem de conta que não me conhecem pedem para ser meus amigos no facebook.
Não capto, não entendo.
O que é que tem o facebook de especial para levar estas pessoas e quererem ser meus amigos internéticos?
A única explicação que encontro é o carater voyeuristico da aplicação (para não repetir a palavra facebook outra vez). No facebook podem saber o que faz toda a gente, podem ver fotos e não há a maçada de ter de andar a fazer telefonemas ou enviar mensagens. Essas deixam-se para os verdadeiros amigos. No entanto, quantos mais amigos tens no FB, menos tens na vida cá fora. Será verdade?
Uma vez tive uma discussão acerca do facebook porque um verdadeiro adepto da modalidade diz que é semelhante ao que fazemos num blog. Não concordo por vários motivos mas lembro-me (muitas vezes) que há semelhanças, na medida em que há necessidade de expôr a realidade da vida quotidiana, que nem sempre é real, e depois há a necessidade de cuscar.
ResponderEliminarEu não gosto do facebook, não tenho facebook, não vejo necessidade a não ser concorrer a passatempos mas, como tu, não tenho nada contra. Tenho, sim, contra as pessoas que lá andam a utilizá-lo para coisas menos próprias (e às vezes tão sem sentido) como carpir mágoas e escarrapachar frases profundas acerca do amor com fotos do pôr-do-sol ou o menino da lágrima, ou a lista do supermercado, ou o que disse a ginecologista na última consulta... (eu não tenho facebook mas a empresa onde trabalho tem e sou eu que actualizo, logo, vejo)
E agora sossego que isto já vai longe...