domingo, 3 de junho de 2012

mãezinhas, deus me livre de ser uma delas

Eu vinha aqui escrever um post sobre os paizinhos que não sabem incutir o sentido de responsabilidade aos seus filhinhos, mas estou no rescaldo de uma "luta" pela hegemonia com a minha filha mais velha que me tirou o apetite para falar sobre paizinhos, melhor, mãezinhas.


 


A minha filha mais velha acha que pode desarrumar à sua vontade, prometer que arruma tudo sozinha e depois dizer que afinal não arruma, porque está muito cansada ou que arruma antes de jantar, tendo a mãe a avisá-la de não é quando ela quer, mas quando a mãe manda, porque sim.


A minha filha mais velha já berrou como se a estivessem a matar, enquanto a mãe arrumou os brinquedos todos espalhados e levou tudo para a garagem. A filha mais velha já disse que a mãe era a mãe mais má do mundo e que nunca mais ia gostar dela e, agora, um quarto de hora depois, está novamente com outro conjunto de tralhas espalhadas no chão do quarto, a brincar, como se há um quarto de hora atrás não tivesse berrado como se a estivessem a matar.


 


Há uma mãezinha de um aluno meu do 3º ano que achou por bem consentir com o desejo do filho de não voltar a pôr os pés na aula de inglês porque não gosta da professora, apesar de se ter matriculado na disciplina. A mãezinha acha até que não há necessidade nenhuma de informar a professora.


E eu só penso: coitado do puto, que ainda vai encontrar tanto professor de quem não vai gostar e não tem uma mãe que lhe mostre que se quis ter aulas de inglês, vai gramá-las até ao fim,  porque a vida não é só feita de coisas de que a gente gosta.


Ah! claro, esqueci-me de que as AECs são opção, não fazem parte do currículo obrigatório. Que patetice a minha.


 


 


 


 


 

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