quinta-feira, 2 de agosto de 2012

reverter decisões

Tínhamos decidido que a Mr. ia este ano para a pré no ensino público, por razões várias, mas principalmente por questões monetárias.


Quando no agrupamento nos disseram que teríamos de pagar o prolongamento e as refeições, e que seria de acordo com o IRS do ano passado fizemos as contas e falámos com os meus pais.


Decidimos então que, com a ajuda deles, manteríamos a Mr. na escola privada onde está desde os 12 meses e que a Gr. passaria a estar também a tempo inteiro. Tem a vantagem de ser um sítio onde elas podem estar, se for necessário, até às sete da tarde e se algum trabalho me aparecer, estou livre para aceitar.


É um infantário pequenino, com educadoras e auxiliares muito dedicadas e com uma dona fora do comum: os miúdos vão todos para casa dela nos dias de festa, onde fazem bolos e brincam como se estivessem em casa. No verão, na semana de praia, a tarde é passada em casa da avó Lena, onde fazem a sesta e vão à piscina. Não conheço nenhum dono de uma escola privada que leve os alunos todos para a sua própria casa. Para além disso, é uma senhora que deve ter nascido com um dom qualquer, porque não há nenhum miúdo que não goste dela. Tem uma paciência infinita e nunca a ouvi berrar com ninguém. Enfim, temos plena confiança na escola e não temos problemas nenhuns em deixar lá as miúdas. Isso para nós é o mais importante.

1 comentário:

  1. Olé, olé!
    Todas as decisões são reversíveis. Por vezes é o melhor. Se as miúdas são felizes na escolinha onde estão, porque não continuarem. Pessoalmente não gosto de depender dos meus pais, mas a realidade da nossa geração é essa. Dependemos da sua boa vontade, das suas hortas e afins, por vezes até do seu dinheirito. Somos mesmo uma geração à rasca. Temos de pagar tudo, inclusive faturas que não criámos. Portugal no seu melhor. Talvez um dia sejamos um país à séria.
    Beijoca

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