Primeiro, foi a mais velha que, enquanto comia uma feijoada de potas, afirmou alto e bom som que gostava do feijão e das putas.
Depois, ontem, enquanto fazia o jantar, a mais nova entra na cozinha e diz: mãe, puta.
Alto lá, pensei eu, a miúda não está a insultar-me, o vocábulo não anda cá por casa nem nos círculos que frequentamos (pelo menos quando há crianças à vista e já há algum tempo que não vamos ao norte). O que é que ela quer? E a miúda repetia: mãe, puta, puta.
Olhei para ela de alto a baixo e descobri: queria que lhe apertasse o atacador da sapatilha. Puta era "aperta".
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