Ontem, no meu primeiro dia de trabalho num centro de estudos/depósito de miúdos e graúdos, filhos de pais obrigados a trabalhar até às tantas para sobreviver, enquanto observava o reboliço, fui pensando nestes pais e nestes filhos que estamos a criar, que este país está a criar e o medo e a deseperança voltaram. Há miúdos e miúdas que têm naquele sítio a segunda casa, que estão ali desde que saem da escola até às oito da noite, todos os dias.
E pensei que principalmente os mais velhos são cada vez mais filhos da escola, filhos dos amigos e das namoradas, filhos da música que ouvem, filhos dos programas da Tv e do youtube, são cada vez mais filhos de tudo e menos filhos da mãe e do pai.
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