quinta-feira, 25 de outubro de 2012

os filhos da mãe

Ontem, no meu primeiro dia de trabalho num centro de estudos/depósito de miúdos e graúdos, filhos de pais obrigados a trabalhar até às tantas para sobreviver, enquanto observava o reboliço, fui pensando nestes pais e nestes filhos que estamos a criar, que este país está a criar e o medo e a deseperança voltaram. Há miúdos e miúdas que têm naquele sítio a segunda casa, que estão ali desde que saem da escola até às oito da noite, todos os dias.


E pensei que principalmente os mais velhos são cada vez mais filhos da escola, filhos dos amigos e das namoradas, filhos da música que ouvem, filhos dos programas da Tv e do youtube, são cada vez mais filhos de tudo e menos filhos da mãe e do pai. 

Sem comentários:

Enviar um comentário

fazer a revolução (outra vez)

 Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...