segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

dúvidas existenciais ou insensibilidade masculina

Após um corte de cabelo radical, amansado pela escova do cabeleireiro, vim para casa desconfiada. Afinal, o gajo gostou.


Ontem à noite, lavei o cabelo a medo. Quando acordei e me vi no espelho ele, o cabelo, estava como eu queria: pontas para vários lados, no que eu vi um ar selvagem e indomado, tal como me vejo a mim mesma (ahahahaha).


O gajo chega a casa, olha para mim, olha muito para o cabelo, faz assim um ar estranho e a medo pergunta: já te viste ao espelho? o teu cabelo está horrível! 


Começo o ano com um assassinato ou não?

domingo, 30 de dezembro de 2012

fui ao Porto

Fui ao Porto passear e assustei-me com a quantidade de gente na rua, nas lojas, nos cafés, nas esplanadas. Assustei-me com a fauna que circula agora, com as  funcionárias das lojas, maquilhadas, mas feias e mal encaradas, que falam das vidas pessoais à frente dos clientes.


 


Fui ao Porto, percorri a baixa de cima a baixo, entrei várias vezes na fnac, várias vezes peguei em livros para trazer, de todas as vezes pousei-os, pensando que o dinheiro deles dava para comprar packs de leite e sacos de cenouras e que se comprasse os livros não ia ter dinheiro para lanchar, vi uns edredons giros para a minha sobrinha que aí vem, mas andar sem multibanco tem as suas desvantagens.


Sentei-me no único café decente que me pareceu mais vazio e lanchei. O M. chegou, comeu um bocadinho da minha torrada e fomos embora. 


Vim para casa com uma sensação de vazio enorme. Parece que sair e não gastar dinheiro não é normal. Andámos este tempo todo a viver acima das nossas possibilidades e agora olha...

Para memória futura

Primeiro, cocózinho atrás de cocózinho; depois, febre; depois um dia a atirar-se para o chão e a chorar, uma ida ao hospital, onde se portou muito bem, não chorou e nos fez passar por pais paranóicos, mais do que somos na realidade.


Noites mal dormidas, ainda mais.


Falta de apetite.


Estas as férias da Gr. e as nossas!


 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

o mel e conversitas

Ao pequeno-almoço, com a Gr.


Gr. - Este mel é das abelhas.


Mãe - Sim, das abelhas do tio Pinto. 


Gr. - E da tia Delfina também.. A tia Delfina está cá em casa?

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

o majestic

Parece que o Majestic, no Porto, faz 91 anos. De acordo com o seu gerente, é um, passo a citar, fenónemo!


Eu também acho!


Dizem que lá as rabanadas são muito boas (bouas), mas como não posso pagar por uma rabanada o que pagaria por uma refeição completa noutro sítio, vou ficar sem saber.

domingo, 16 de dezembro de 2012

a melhor mãe de sempre

sou eu, quando a deixo ver televisão ou ir brincar com a vizinha da frente.


Nos outros momentos, sou uma megera! 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

para memória futura

Para memória futura:


fraldas, cá em casa, só à noite.


Há uma semana que a Gr. se passeia pela casa e pela rua com o rabo livre e os acidentes acontecem, mas não são muitos.


Pronto, mais uma fase que passa. 


E agora vou tomar um café.

No shades of grey

Não, não ando a ler o livro pornográfico.


 


Foi durante uma aula de inglês, após a leitura de um texto sobre mitologia grega (mito do Minotauro). Uma aluna tenta chegar a uma conclusão sobre as figuras do mito: "Mas ó stôra, o rei Minos era bom ou era mau? É que não consigo perceber! E o Minotauro?"


 


Uma aula de inglês quase se transformava numa análise psicológica de figuras míticas com milhares de anos e numa lição de filosofia sobre o que é ser bom e ser mau, ética, moral e etc.


Fiquei a pensar se também eu era assim, com dificuldades em ver o cinzento, sempre à procura do preto e do branco. Quanto mais velha fico, mais dificuldades tenho para me lembrar e mais difícil é "partilhar" estes estados de alma, dúvidas e inquietações dos adolescentes meus alunos.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

burra

Eu devia ter percebido que o facto dela estar a anunciar aos quatro ventos "mããããeeeee, estou a brincaaaaar!" era sinal de que estava era a fazer grande asneira.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

do que o fim de semana me trouxe

Este fim de semana foi passado no norte, sozinha.


Estreámos a peça que andávamos a ensaiar desde junho (eu, com poucos ensaios in loco, mas com alguns em casa, com a ajuda de amigos como a Rita e a Small) e correu bem.


Tive direito a duas noites (duas, caraças!) sem filhas e descubro que já não sei dormir. Ou se calhar, para dormir é preciso treino, que eu perdi.


Tive direito a estar só, comigo, e descubro que já não sei estar só tanto tempo, porque senti continuamente que me faltava algo (eu sei, cliché) e estava sempre a ouvir as miúdas.


 


Custou-me não ter ninguém próximo de mim a assistir à peça, mas, sobretudo, custou-me faltar à festa de natal das miúdas, onde as duas cantaram com o pai e "tocaram" guitarra (a Gr.) e bateria (a Mr.). Custou-me!


 


Chego a casa, à noite levo com birra atrás de birra. Deve ser um fenómeno semelhante ao dos bebés que passam muito bem o dia na creche e, depois, quando a mãe chega, desatam a berrar. Deve ser, assumo. Mas custa, arre!


 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

juras

Eu juro que queria ser uma gaja capaz de traçar objetivos de vida e de agarrar a vida pelos cornos, em vez de estar sentada na bancada a ver a vida passar ou a ver a vida fazer de mim o que quer, em vez de ser eu a fazer pela vida.


 


Eu juro que gostava de chegar a casa depois de deixar as miúdas na escola e fazer todas as coisas que pelo caminho decidi que ia fazer, para depois ter tempo de fazer coisas verdadeiramente importantes.


 


Eu juro que gostava de aproveitar sempre os momentos com as miúdas sem estar a pensar no que poderia estar a fazer se não tivesse filhos e fraldas para mudar.


 


Eu juro que gostava de ser como a mulher do blog dias de uma princesa.


 


Mas depois, ponho em causa o que é a vida, quem manda no quê, questiono-me sobre o que é importante fazer e deixar de fazer (posso pôr a roupa a lavar depois, posso arrumar a mesa daqui a pouco...), meto a barriga para a frente, pego nas coisas e saio para o trabalho, de onde saio às 7.30 e venho para casa, onde as tarefas domésticas se me impõem numa ordem previamente definida e faço de conta que vivo, até à manhã seguinte.


 

Exmas. pessoas da Batalha

Manda a boa educação e o civismo que se agradeça quando alguém nos cede a passagem à saída de um parque de estacionamento.


Idem no que toca à cedência de passagem a um carro que, estando a sair de um estacionamento, já se encontra no meio da estrada. É de muita má educação e atentado à segurança rodoviária fazer de conta que esse carro não existe.


Quer-me parecer que os senhores e senhoras da Batalha e arredores não estavam presentes quando foi feita a distribuição de boa educação e cidadania.


 


Subscrevo-me com consideração,


Gabriela 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

do fim de semana

Houve regueifa e carne assada e vinho bom, houve pudim e maçã assada. Houve café e sesta. Houve pai e mãe em doses dobradas e triplicadas.


Houve ensaio de peça que estreia no domingo que vem, com perucas e vestimentas de fazer rir às lágrimas. 


Houve mimo e calor. 


 


Hoje, já em casa, está frio, desarrumado e sujo. 


Deve ser para aprender a dar valor ao que é bom. 

fazer a revolução (outra vez)

 Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...