quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

juras

Eu juro que queria ser uma gaja capaz de traçar objetivos de vida e de agarrar a vida pelos cornos, em vez de estar sentada na bancada a ver a vida passar ou a ver a vida fazer de mim o que quer, em vez de ser eu a fazer pela vida.


 


Eu juro que gostava de chegar a casa depois de deixar as miúdas na escola e fazer todas as coisas que pelo caminho decidi que ia fazer, para depois ter tempo de fazer coisas verdadeiramente importantes.


 


Eu juro que gostava de aproveitar sempre os momentos com as miúdas sem estar a pensar no que poderia estar a fazer se não tivesse filhos e fraldas para mudar.


 


Eu juro que gostava de ser como a mulher do blog dias de uma princesa.


 


Mas depois, ponho em causa o que é a vida, quem manda no quê, questiono-me sobre o que é importante fazer e deixar de fazer (posso pôr a roupa a lavar depois, posso arrumar a mesa daqui a pouco...), meto a barriga para a frente, pego nas coisas e saio para o trabalho, de onde saio às 7.30 e venho para casa, onde as tarefas domésticas se me impõem numa ordem previamente definida e faço de conta que vivo, até à manhã seguinte.


 

2 comentários:


  1. Vem sentar-te comigo Gabriela, à beira do rio.
    Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
    Que a vida passa...
    Quer gozemos, quer nao gozemos, passamos como o rio.
    Mais vale saber passar silenciosamente
    E sem desassosegos grandes.

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  2. Juro que quando comecei a ler este teu comentário pensei que era do meu paterfamilias. E isto é coisa boa de te dizer.
    És o máximo, sempre certa, na hora certa.

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