segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

dúvidas existenciais ou insensibilidade masculina

Após um corte de cabelo radical, amansado pela escova do cabeleireiro, vim para casa desconfiada. Afinal, o gajo gostou.


Ontem à noite, lavei o cabelo a medo. Quando acordei e me vi no espelho ele, o cabelo, estava como eu queria: pontas para vários lados, no que eu vi um ar selvagem e indomado, tal como me vejo a mim mesma (ahahahaha).


O gajo chega a casa, olha para mim, olha muito para o cabelo, faz assim um ar estranho e a medo pergunta: já te viste ao espelho? o teu cabelo está horrível! 


Começo o ano com um assassinato ou não?

8 comentários:

  1. Pois comigo foi o inverso. Depois do corte feito, odiei. Gostava tanto do meu cabelo comprido, sem selvajaria alguma. Mas o raio do cabeleireiro diz-me "sim, sim, eu sei... é só para cortar um bocadinho" e depois estou com esta barafunda de pontas. Odeio, odeio. Mas chego a casa e o gajo diz-me: "Está fixe. Estavas pesada."
    Lavo o cabelo, na esperança de ver milagre do crescimento aconteceu. Em vão.
    Repito vezes sem conta: não devia ter cortado, não devia ter cortado. E o gajo cá de casa atira-me: "Cala-te lá com isso! És a única gaja do planeta que reclama por estar mais gira." E a mim, só me apetece bater-lhe por não partilhar deste meu desamor por este corte de cabelo.

    PS: (pondero também a hipótese de ele estar a mentir, para evitar uma crise conjugal porque se ele também não gostasse e mo dissesse, havia birra durante duas horas, no mínimo!)
    Conclusão: sou uma gaja difícil e o teu gajo não fica atrás.

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  2. Eu dizia-te no outro dia que no meu casamento eu sou o teu marido ou qualquer coisa assim do género. Lembras-te? Confirma-se.

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  3. Corte de cabelo radical? Já estou curiosa... 8)

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  4. Pelos vistos, não correu bem... hás-de ver.

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  5. Pois é!
    Os cabelos são como as manhãs que são dos olhos que as olham. E, muitas vezes, o que é preciso é reparar nos olhos!
    Amém e bom ano.

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  6. Vou dar este teu comentário ao M. para ele ler

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  7. Olá!Vim retribuir a visita!

    Revejo-me nessa do cabelo sempre desalinhado refletir o que somos.
    Quanto ao assassinato, dá-lhe tempo: primeiro estranha-se e depois entranha-se. E além disso, ele cresce sempre... o cabelo, não o homem!!!

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