Os senhores que constroem "quintas" para eventos como casamentos são seres sádicos. Só assim se explica o empedrado que escolhem para os espaços ao ar livre onde se comem as entradas.
Se aquilo, mais tarde ou mais cedo, vai ficar cheio de mulheres de tacão afiado (uns mais, outros menos), para quê os paralelos, as pedrinhas, a relva acabada de regar, para quê?
Para ver o mulherio a enfiar o tacão nos sulcos e a torcer-se todo, para ver o mulherio ficar enterrado na lama, enquanto tenta manter a pose e segurar o prato de croquetes, mais o copo de martini, com ar de quem está na maior.
Tudo isto, para dizer que este fim de semana foi de casório, de espetáculo de teatro e regresso a casa com filha mais velha ranhosa. Ranhosa porque constipada e ranhosa porque cheia de mimo.
Também não foi assim tão mau, ou foi?? Nada que não passe se encontrares o "iluminado" que fez isso e lhe espetares com o tacão em cima. É tentar!:)
ResponderEliminarO títalo do post saiu-me assim, não era o post que me apetecia fazer... sabes?
ResponderEliminarÀs vezes também abro o blog para escrever aquilo que realmente me vai na alma, no pensamento e no corpo todo mas depois... Tenho medo de ser mal interpretada, ou de ferir alguém no processo, ou de escrever coisas que sinto na altura mas que depois já não fazem sentido e ficam lá escritas, mesmo quando já não queremos. Às vezes é tão mau que nem sequer quero por em palavras, como se lhes desse vida e as suspeitas se tornem evidências. Quero que alguém leia, alguém saiba, mas ao mesmo tempo, que ninguém saiba. Que ninguém nos identifique com aquelas palavras, como se estivessemos vulneráveis, sou sem roupa.
ResponderEliminarOu então não é nada disto, e ando a delirar:)
Na mouche! É isso, exatamente!
ResponderEliminarBem feita...
ResponderEliminarRetrocesso civilizacional...
Quando do meu casório, ainda faltavam muitos anos para pores pé neste mundo, a gente punha carne de cabra bem educada numa panela de ferro, fazia-se fogueira bem ateada, ia-se bebendo (ninguém pensava em martinis nem martinicas), ninguém tinha sapatos como andas, a comida ficava honesta. Pois é!
Agora...atrasos culturais os desta gente filha da "peste grisalha".
Se voltares a coisas parecidas, traz para aqui a catraia. Não vai constipar-se...
Lembro-me de um casamento como o que descreves. Teria eu uns seis anos. A tia D. foi à cabeleireira, vestiu-se toda pipi e nós tivemos de esperar que ela acabasse de se arranjar.
ResponderEliminarNão havia "quintas" mas havia garagens e eu levei os sapatos que usei na primeira comunhão.
Quando voltar a coisas parecidas, tens de estar por perto para eu poder deixar a catraia.