quinta-feira, 23 de maio de 2013

repetições más

Andamos todos na mesma. Uns queixam-se, outros não e outros ainda fazem de conta.


Falo do dia a dia, cheio de coisas aborrecidas, stresses, cansaços, falta de paciência, de noites bem dormidas, falta de tempo para apreciar o que é bom, falta de capacidade para perceber o que é bom.


 


As birras com os putos de manhã acontecem em todas as casas, as birras ao jantar também, o acordar com o gajo ao lado e levantar sem sequer dar bom dia porque se dormiu mal, porque há coisas para fazer, não acontece só aqui (quero acreditar), o encontro na cama, ao final do dia, sem forças para mais nada a não ser um "boa noite e até amanhã".


 

4 comentários:

  1. Quando nós andamos na mó de baixo o otimismo exacerbado dos outros mexe com os nervos, eu sei. Sei mas não resisto e cá vai mais um bitaite: andamos todos na mesma mas uns sabem (lá no fundo) que essas repetições são uma benção. Essa mesmice, essa rotina parva que nos dá cabo do juízo e nos leva a questionar tu-do, é o fio condutor que permite acontecer tudo o que é bom. Porque há um dia, invariavelmente, que a rotina se rompe, vem o inesperado, fica tudo do avesso e nem sempre sabe bem quando acontece. Não que tenhamos que nivelar por baixo (ah e tal assim está bom, antes isto que pior), não, é antes valorizar os dias "sempre iguais" que são uma espécie de confort zone para sairmos nós da mesma mesmice de pensamento.

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  2. Confesso: estou na mó de baixo.
    Confesso: tens razão.

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  3. Todos temos desses dias...felizmente, existem os outros. Aqueles que temos mais dificuldade em lembrar.

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 Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...