Blogue que é blogue de jeito, vem para a Sapo. Vem aí o Pais de Quatro. C'a bom!
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
estou preocupada
A Mr. acabou os trabalhos que trouxe para fazer em casa (já nem lhes chamo tpc) às 19.30.
Hoje trouxe o que devia ter feito na sexta, amanhã trará o que devia ter feito hoje e vai ser sempre assim, porque há-de estar sempre uns passos atrás dos outros.
Vou esquecer a ideia de brincar com ela ao inglês para colmatar a falta dele nas atividades extra curriculares.
Estou um bocado apreensiva.
domingo, 29 de setembro de 2013
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
a minha filha é um caracol
Saiu-nos na rifa uma filha com genes de caracol.
O que não faz nas aulas, porque é lenta, traz para casa.
O problema não são os conceitos que estão a sistematizar, que ela tem bem sistematizados na cabeça desde os três anos de idade (esquerda, direita, em cima, em baixo, dentro, fora, cores e formas).
O problema é a escrita.
Imaginem-se a copiar pela primeira vez carateres chineses com o professor de chinês à perna. Isto é a Mr. a escrever coisas como o nome completo, a data e, hoje, a palavra "um", em letras à mão, maiúsculas e minúsculas.
Várias coisas me vêm à cabeça: ainda bem que o nome dela não tem seis apelidos como o da mãe; por que carga de água têm eles de saber fazer aquelas letras que depois vão deixar de fazer em nome da velocidade; por que razões não aprendem a escrever com letras à máquina, desde que reconheçam todos os formatos em que uma letra pode aparecer?
Mais coisas: ainda bem que não a inscrevi nas atividades extra curriculares, porque pressinto que vai ser isto o ano inteiro: a rapariga traz os tpcs e os trabalhos que não fez em aula para fazer em casa.
Tem demorado, em média, duas horas e meia a fazer tudo. Ora, saindo da escola às 16h, descontando um bocadinho para esparecer, a miúda está agarrada ao que para já é "chinês" até às 19h.
E mais não escrevo que isto já vai grande.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
mas és professora!
Ontem, apareceu-me aqui uma vizinha. Queria ajuda para ajudar o puto dela a fazer uns exercícios de matemática (4ª classe ano).
Odeio matemática, fico a zero quando vejo números, o meu cérebro bloqueia, deixo de ver. Não estou a exagerar.
No entanto, para não ficar mal ao pé da vizinha mais cusca que existe, recolhi os caquinhos dos miolos e tentei perceber aquela merda.
Era uma coisa com frações, que davam números inteiros e decimais (até aí ainda chego) e havia referências a números naturais (agora há nºs que são naturais e artificiais?).
Depois de muito puxar pela cabeça, lá chegámos as duas a uma conclusão sobre os resultados, embora a operação para chegar aos mesmos tenha ficado assim um pouco no ar.
Eu só dizia "eu não sei nada de matemática!" ao que ela contrapunha "mas és professora!"
A senhora foi-se embora repetindo o mantra e eu fiquei repetindo "sou professora de línguas, pôrra!"
Moral da história: se és professora, não interessa a disciplina que lecionas. És professora e está tudo dito.
Pensar na quantidade de gente pequenina que pensa desta maneira deixa-me doente. Por isso, aparecem "explicadores" do 1º ano ao secundário de todas as disciplinas, como se fosse possível tal serviço prestado com o mínimo de qualidade.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
domingo, 22 de setembro de 2013
anotações
O dia 20 de setembro de 2013 não foi apenas o dia em que o pai fez 36 anos. Foi também o dia em que o sopro que a Gr. tem no coração foi declarado inocente.
Esta notícia foi para nós um alívio. Era deveres preocupante saber que a nossa filha tinha um sopro "culpado" no coração.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
a escola
Quem diria que a entrada na escola primária dava tanto pano para mangas?
Lembrem-me para não cuspir para o ar, que é coisa que às vezes dou por mim a fazer, quando já sei, por experiência, que me vai cair na testa. Shlop!
Ando com o coração nas mãos todos os dias, caraças!
Quando chego para a ir buscar, eles ainda não sairam e ouço cá fora, porque as janelas estão abertas, a professora a berrar. E o que a senhora berra, pá!
E a vontade que tenho de a ir buscar e iniciar um processo de homeschooling, que só eu é que posso berrar com a minha filha, pá!
E perceber tão bem, sem sombra de dúvida, que uma coisa é a Gabriela professora e a outra, tão diferente, tão diferente, é a Gabriela mãe. E não gostar. Por saber que a professora lá está a cumprir o papel dela, tal como eu cumpriria o meu, mas podia berrar mais baixinho, pá!
o M. faz anos
O meu amorido faz anos hoje.
O meu amorido é o melhor marido.
o meu amorido é o meu melhor amigo.
O meu amorido é o meu lençol e o meu cobertor e a minha ventoinha.
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
mudanças
Cá por casa, as coisas vão mudando.
Mudam os percursos, as rotinas, mudam os papéis colados com imans no frigorífico. Retirámos receitas, post its com recados velhos e substituímo-los pelo horário da Mr. entre outras coisas que é preciso lembrar.
Eu vou tentando mudar a perspetiva das coisas, do meu estado de desempregada. Tenho tempo para fazer tomatadas, pão caseiro, arrumar a cozinha depois do jantar, preparar as coisas das miúdas, ler, blogar, brincar com elas e pô-las na cama às 9.30.
Alguma coisa boa há-de vir.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
trabalhos de casa - round 1
Trabalhos de casa - 1
mãe -0
Não sei se estou mais embaraçada por ela, que passou o tempo todo a guinchar e a fazer trapézio na cadeira, se por mim, que me comecei a passar na segunda parte do jogo.
do dia de ontem e do dia de hoje
O dia de ontem foi um bom dia.
No dia de ontem a equipa constituída pelos elementos do casal desta casa funcionou de manhã, à tarde e à noite.
Por isso, às nove da noite estava tudo pronto para as miúdas irem para a cama, embora não tenham ido (muitos telefonemas para saber do 1º dia de escola da mais velha).
Por isso, às nove estava a cozinha arrumada e uma fornada de pão caseiro no forno.
Por isso, senti-me uma super mãe.
Hoje, regresso a casa em modo desempregada que não consegue resistir à tentação de passar o tempo e blogar, na senda maluca de vidas mais interessantes que a minha, enquanto vou fazendo tomatadas para conservar os muitos tomates do quintal e arrumando roupas que já não servem.
Devia haver um grupo no feicebuque para mães desempregadas, já agora com formação ligada ao ensino, que ajudasse a lidar com estas coisas.
Pensando melhor, não! Aí é que era a desgraça total.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Untitled
deixei-a com a recomendação de não continuar no parlápie com a alexandra.
Vim para casa meia desnorteada. Limpei, arrumei, bloguei, planeei o resto do dia.
Às quatro fui buscá-la. Cá fora, à espera de a ver chegar de lá de dentro, senti-me no jardim zoológico, a espreitar os bichinhos pelas grades.
Saiu, contente.
Correu bem? Correu.
Gostaste? Gostei.
Levaste ralhate da professora? (aqui eu já tinha quase a certeza da resposta) Levei.
Porquê? Por estar sempre a falar com a alexandra.
Tirando a mudança de instalações e de corpo docente, para a Mr. o primeiro dia na escola nova foi um dia muito semelhante aos dias da pré. Pintar, desenhar, ver um filme, brincar e conversar com a amiga (só brinquei com ela porque ela é a minha melhor amiga).
Amanhã, nova corrida. Vai com a recomendação de se sentar longe da amiga (se a professora não tratar disso) e de brincar com mais pessoas.
Eu? Eu estou com aquela sensação que me assalta em todos os primeiros dias de escola: caiu-me um piano em cima e olho para cima e estão lá mais quatro, um por cada dia que falta para acabar esta semana.
Quem dá aulas sabe do que falo. A primeira semana após as férias é de um cansaço brutal! Só não sabia que ia sentir isto a propósito das aulas da minha filha.
Para a semana, terá testes diagnósticos de matemática, português e estudo do meio. Eu pergunto, sem ponta de ironia, como se fazem testes diagnósticos a putos que não lêem nem escrevem?
o pós
Deixei-a na sala nova, da escola nova e saí para a rua, desorientada, com uma lista de material escolar, que inclui papel crepe, para comprar.
Papel crepe?
domingo, 15 de setembro de 2013
à Mr. antes do primeiro dia de aulas na escola de aprender a ler letras e números
Mr., amanhã, dou-te a mão e entro contigo na sala. Vou fazer de conta, como em todos os momentos marcantes da minha vida, que não estou nada ansiosa e que é tudo "sem espinhas".
Dou-te a mão e deixo-te sentar onde quiseres. Já sei que vais ficar ao pé da alexandra e vou ficar ali, a ver-te.
Depois, venho-me embora e trago-te para casa na palma da mão, enquanto fico a pensar na bela equipa que eu e a tua professora temos de ser para te levar ao espaço, o mais alto que tu quiseres e fores capaz, sem espinhas.
sábado, 14 de setembro de 2013
pequenas anotações
Não me posso esquecer de ir lendo e relendo baby blues nos próximos tempos.
Quando as miúdas entrarem na idade estúpida, também não me posso esquecer de ler e reler os zits todos de uma ponta à outra. Se calhar, vou começar a abastecer-me.
O M. ontem comprou um corretor de imperfeições. Para ele.
Hoje, fiz barre terre e uma aula aberta de pilates.
Hoje, tenho um peso no peito. Vou atribuí-lo ao fim das férias.
em negação
Não, não, não, não! A Mr. ainda não vai para a escola dos grandes!
Chiça! Falta um dia...
Preciso de forças para aceitar aquilo que não posso mudar e de coragem para mudar o que tem de ser mudado.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
está em ótimo estado, mas vai para o lixo
Hoje, no Lidl, a Mr. pegou em duas gelatinas e veio toda contente para a caixa. Quando o senhor da caixa pegou nas ditas, disse-nos que as gelatinas vinham em packs de quatro e que assim não podiam ser vendidas.
Ok, Mr. hoje não levamos as gelatinas.
O senhor pega nas ditas e pum, lixo com elas!
Lixo! Elas vão para o lixo?!
Sim, explica o senhor. Assim separadas do pack não são "vendáveis" e nós por lei não podemos vendê-las. O preço é do pack e não podemos fracioná-lo para vender separadamente. É ilegal.
E acontece o mesmo a todos os alimentos que estão nestas condições? perguntamos nós, chocados.
Sim, acontece. Por exemplo, o pão que sobra vai para o lixo também.
Não há protocolos com instituições que pudessem vir buscar esses bens? Continuamos nós a questionar.
Ai, isso já é política da empresa, nós não sabemos nada disso, limita-nos a respeitar a lei.
Se pensarmos que todos os dias saem várias fornadas de pão, que todos os dias miúdos e graúdos separam gelatinas, iogurtes, etc dos respetivos pack...
É ou não é ultrajante?
Não queria ter comprado tanta gelatina, mas acabei por vir para casa com dois packs, para que as duas que vieram sozinhas para a caixa não ficassem no lixo.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
bipolaridades
Quanto mais me penitencio pela falta de paciência, menos paciência tenho.
Se por um lado ando desejosa que os dias de aulas comecem, por outro sei que me vou arrepender desta ansiedade, de não aproveitar bem esta Mr. sem preocupações com trabalhos de casa, fichas de avaliação, resultados escolares, bullying...
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
tu atenta, Gabriela, atenta!
Em modo repeat: um trabalho de que se goste não é tudo na vida.
Em modo repeat: nem toda a gente faz aquilo de que gosta e anda aí na boa.
Em modo repeat: se tiveres mais paciência com as tuas filhas já tens meio trabalho feito.
depois do game of thrones nada fica igual
Estávamos a ver o último capítulo de Avenida Brasil.
Nina, entre musiquinha deprimente, abraça Carminha, sinal inequívoco do perdão de todas as maldades que a mulher lhe fez ao longo dos mil novecentos e dez episódios.
Comentário do M.: "Se isto fosse game of thrones, ela agora sacava do punhal e cortava-lhe o pescoço!"
Conclusão do pater familias a propósito das autárquicas
Passando por vários cartazes, onde os motes são "acreditar" e "fazer melhor", o meu pater familias conclui: "pois, isto é uma terra de crentes e cagões."
Nota: um cagão, no norte, é um gabarola.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Então, que fizeste depois do barre terre?
Tomei um banho e enfardei uma prato de sopa e outro de tajine com couscous.
A propósito do tema "piropos", esta semana, passava eu num local de obras e fui brindada com um "és tão boa, és tão boa" em jeito cantado.
Não me incomodou. E depois, fiquei preocupada a pensar se seria eu material para violação por não me ter sentido incomodada.
E depois, pus-me a pensar a sério se a discussão lançada pelo Bloco é ou não realmente importante.
E até tenho medo de exprimir o que penso sobre o assunto.
O que é um piropo?
Todos os piropos são ofensivos e um primeiro passo para o assédio sexual? Pessoalmente, inclino-me para responder que não, mas lá está, fico com medo que julguem que sou uma patetinha alegre.
Para mim, a mais valia desta discussão é a discussão em si, o lançar para a praça pública temas que ponham as pessoas a refletir sobre questões que aceitamos como "menores".
A boca que transforma as pessoas que dela são alvo em "carne" deveria ser de alguma forma penalizada.
O problema está em delimitar a fronteira. Quando é que uma boca foleira pode ser vista como assédio?
terça-feira, 3 de setembro de 2013
o que hoje já se ouviu por aqui
Quero uma bolacha para fazer cocó. - gr.
Vou ali ao pai secretamente. (a ideia era "discretamente) - mr.
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
dias bons e dias maus na educação cá de casa
Há alturas do dia, da semana, do mês em que não sei dar a volta, não sei levar as miúdas a fazerem o que quero, o que é preciso, em que não consigo inverter caminho, mudar de estratégia, enfim, levar a água ao meu moinho. E fico cansada, frustrada.
Tenho utilizado o método "keep the fucking calm", aquele de que há uns tempos falei em jeito de brincadeira. Na verdade, é o pontapé de saída para o "berra-me baixo" e até me tenho saído bem.
Mas há dias maus, como o de hoje. Dias em que parece que estou a falar com uma parede, no caso da Mr. e com um disco riscado, no caso da Gr.
Nos dias bons, repito o mantra "keep the fucking calm" umas quatro ou cinco vezes e vou, com voz de passarinho: "então, que se passa? Vá lá, vamos ver o que podemos fazer" (tanto mel na voz) e consigo distraí-las das birras, dos desejos espatafúrdios, das vontades que não dão jeito ou não podem ser satisfeitas. Nesses dias, sou a wonder mom.
Nos outros, sou uma bruxa.
trabalho de equipa
Um destes dias, em casa dos meus pais no norte, fui dar com as duas na casa de banho.
A Mr. tinha ido a correr fazer xixi, já à rasquinha, e a Gr, foi atrás. A Mr. fazia xixi e a Gr. lavava-lhe as cuecas no bidé.
domingo, 1 de setembro de 2013
random relambório
Regressámos à base.
Muita roupa para lavar, arrumar, muita coisa para decidir. Por exemplo: o que faço com tantos tomates? Quem vai ter paciência para arranjar tanto feijão verde?
Muitas coisinhas chatas para fazer, relacionadas com a entrada da Mr. na escola: etiquetar roupa, material escolar (cadernos, mochila, porta lápis, borracha, lápis de carvão, canetas, tooooodos os lápis de cor... devo estar a esquecer-me de muitas coisas! ai o stresse!)
Saber quando começam efetivamente as aulas, levar devagarinho a Gr. a entrar na rotina do infantário.
É incrivel como passamos o ano à espera das férias e depois elas escorrem-nos assim por entre as mãos como areia da praia da Bordeira.
Cá estamos nós outra vez, a preparar tudo para mais um ano letivo.
Não posso queixar-me destas férias. Tiveram de tudo, até praia, ao contrário do que estávamos à espera, cortesia dos primos P. e R.
As miúdas cresceram, domiram bem, aprenderam coisas novas e divertiram-se. Há mais de um mês que não vinham a casa e aproveitaram logo que chegaram para se reaproximarem dos brinquedos, espalhando-os todos no chão.
E já chega. Mais anotações sobre as férias e o que achar pertinente nos próximos dias.
fazer a revolução (outra vez)
Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...
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Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...
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Estou aqui ou não?
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Estamos em casa. À minha volta vejo sacos e malas. Ouço as miúdas na casa de banho, dentro da banheira, a livrarem-se de sal e areia acumula...