terça-feira, 12 de novembro de 2013

eu expludo, tu explodes...

Há uns dias, a minha professora/instrutora de barre terre olhava-me nos olhos (somos da mesmo altura) e dizia-me no seu sotaque russo: tu és muito explosiva, não és... a propósito do que escrevo e como escrevo.


 


Eu não sou nada explosiva. Sou mais o contrário: impludo. E as implusões só são boas para quem está cá fora, que não leva com os destroços. Eles ficam todos cá dentro.


 


Depois, vou colecionando implusões atrás de implusões e, não sei porquê, acho que o facto de cirandar pela casa com ar furibundo e extremamente atarefado vai dar a conhecer às pessoas os destroços todos que andam aqui a boiar.


Cirando, cirando e nada acontece.


 


Há dias em que anseio por uma garrafa de vinho que me ponho tudo cá para fora, à medida que o vinho entra, mas ponho-me a pensar na ressaca e desisto.


Outros, em que me meto na cama e durmo agarrada às minhas filhas.


Outros em que decido que já chega e expludo com quem de direito. Hoje será o dia.

4 comentários:

  1. As implusões até podem ser benéficas em certos casos, quando não queremos que haja mais barulho, mas os silêncios são corrosivos, e fazem sempre muito estrago, se não for na altura devida, fazem mais tarde, já com juros e tudo. É preferível uma explosão, para que possa haver uma construção com aquilo que ficou, e quem sabe, com materiais novos, ou um novo design. Como no anúncio, deita cá p'ra fora!

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  2. Analogia fantástica, Trocatintas.
    É sim.... que haja reconstrução. :)

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  3. Eu lembro-me dessa troca de olhares!!! Que tal tratarmos dessas implosões, explosões e tudo o que acaba em ões, sem pensarmos na ressaca do dia seguinte??!! Com uma bela dose de castanhas regadas com um bom vinho tinto!!! Também quero, para tratar as frustações!
    Beijinhos explosivos e até mais logo senhora :)

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  4. Bora lá! É já hoje ou amanhã. Bora bora.

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 Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...