terça-feira, 26 de novembro de 2013

reflexão para o futuro sobre a minha prática pedagógica - os não professores passem ao largo ou leiam para verem tudo o que passa na cabeça de um professor

Cada vez estou mais convencida de que parte do insucesso escolar é resultado da desarticulação de métodos de trabalho entre os professores dos diferentes ciclos.


É ou não é uma reflexão excelente para "chapar" na prova de avaliação de docentes? Tem direitos de autor e são meus.


 


Comecei este ano letivo com esperança de que as coisas fossem correr melhor, com atitude diferente perante os miúdos, o que até agora tem resultado. No entanto, já estão a vir à tona os problemas de sempre. Agora, começo a pensar se os problemas não estarão nos meus métodos, mais adequados a alunos mais velhos.


 


Os miúdos não conseguem estar calados um minuto, exercícios numa folha sem desenhos são encarados como fichas de avaliação, não conseguem encarar o momento da correção de um trabalho como um momento de turma, em que se faz uma correção geral e, cada um no seu lugar, corrige o que fez de errado, têm necessidade de se levantar para mostrar o que fizeram, embora eu insista de vou de lugar em lugar confirmar, precisam de ver um "certo" desenhado no que fizeram bem, há os que pedem licença para afiar lápis, apanhar coisas que cairam, assoar o nariz etc, enquanto um colega fala ou mesmo a professora...


 


E o problema sou eu, que insisto em manter as mesmas abordagens.

2 comentários:

  1. Sou aluno, passei este ano para a faculdade e felizmente já não tenho de aturar isso. O chato é que até ao 11.º ano tinha colegas assim, que falavam, pediam licença para tudo e para nada, interrompiam os outros colegas e os professores... No entanto (e isto é apenas um conselho de um aluno, não de um pedagogo ou de um professor, que certamente sabe lidar com estes problemas melhor do que eu), o professor não pode deixar de lutar para que isto acabe, não pode acreditar que são métodos para alunos mais velhos. O professor, principalmente no ensino básico (segundo e terceiro ciclos, exclua-se o primeiro que são mesmo crianças), deve conseguir que os alunos deixem de fazer essas coisas, senão chegam ao secundário e continuam a fazer as mesmas asneiras, e aí os professores já não têm tanta paciência.

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  2. Olá André. É ótimo ter aqui o "testemunho" de um aluno. É precisamente com o 1º ciclo que estou a trabalhar, os que são mesmo crianças... precisam de regras, mas, às vezes, parece que perco mais tempo a impor e a explicar o porquê da sua existência do que a dar conteúdos. Parece-me uma luta inglória, da qual saio vencida. É tramado!

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