A vida tem esta coisa fantástica de nos colocar perante situações daquelas que, de fora, nos fazem saltar de indignação e gritar aos quatro ventos "venham eles, venham, a mim não me apanham, ah não!".
De fora.
Lá dentro, bem no centro da ação, nem todos conseguem. Eu não consegui.
Em sonhos, nestas últimas noites, refiz o meu dia 18. Nos sonhos, sento-me na cadeira, mas levanto-me, rasgo os papéis e saio. Assumo as consequências de não fazer.
Quando acordo, faço por aceitar que não fui capaz de não fazer, por cobardia.
A vida tem destas coisas.
Não fiques a carregar com a culpa nas costas. Na altura fizeste o que achaste melhor.
ResponderEliminarÓ rapariga, tu esquece lá isso. É que não vale mesmo a pena. Há batalhas maiores e mais importantes.
ResponderEliminarBom Natal!
Eu sei que já anda tudo farto de me ler sobre esta assunto, mas este assunto é um assunto que mexeu com os meus princípios e com a ideia que eu tinha de mim mesma, daquelas coisas que mexe com as tuas bases enquanto pessoa. Daquelas cenas que abala a forma como te vês.... sabes?
ResponderEliminarSei. Mas também sei que a vida é assim. Tens filhas. Isso muda tudo. Lembro aqui uma história que talvez faça minorar esse sentimento. O meu pai é um homem de convicções fortes (como o teu). Um dia, no meio da crise dos anos 80 resolveu liderar uma greve. A empresa (não importa agora qual) penalizou-o. Não lhe pagaram o ordenado durante meses. E o meu pai manteve-se firme nas suas convicções. Resultado: vivemos dias difíceis, o pai deixou o emprego e partiu para a Suiça. Partiu fiel a si mesmo, mas será que ganhámos? Hoje, digo que sim, mas o resultado poderia ter sido outro.
ResponderEliminarÉs mãe. Segue em frente.