Elas brincam muito bem juntas, quando não lutam pelo mesmo brinquedo.
São cúmplices nas brincadeiras e podia passar uma tarde inteira só a assistir ao que inventam: são cantoras, uma dá espetáculo e a outra assiste, aplaude e depois trocam de papeis. São professoras, são princesas raptadas e mortas por dragões, são órfãs de mãe e pai, são ginastas e põem a casa num caos.
O calçado fica perdido, meias também. Os brinquedos espalhados.
Eu fico sem saber se corto as brincadeiras para mandar arrumar ou se deixo fazer tudo, para arrumar na manhã seguinte, enquanto me queixo da confusão que reina por todas as divisões.
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