Hoje é daqueles dias em que me ficava por aqui, por casa, embrulhada na manta cor de rosa, oferecida pela amália, agarrada ao livro que ando a ler.
Hoje, não fazia nada senão ler, dormir e comer.
Mas vou agarrar nos meus ossos e na minha carne, vou fotocopiar com o meu dinheiro as fichas para os putos e vou para a escola, fazer de conta que cada miúdo e miúda podia ser meu filho, para não estrangular nenhum, à medida que se vão levantando por tudo e por nada, interrompendo por tudo e por nada, não escutando nada.
Há dias mais difíceis de enfrentar que outras. Mas temos de ir tendo coragem.
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