quinta-feira, 29 de maio de 2014

Asma

Novo ataque de asma, mais duas corridas ao hospital. A primeira feita pelo pai, ontem à tardinha e a segunda pela mãe, logo de manhãzinha.


A mãe não sabe uma data de coisas (nem queria saber), mas lá foi ela, feita lampeira, praticamente empurrada pelo pai. 


Havia poucos miúdos e não havia médicos, por iniciativa da enfermeira que estava na triagem, a miúda foi logo diretamente para a sala de aerossois (tumbas, 1-0 para o pai). Pelos vistos, a crise de ontem ainda não estava controlada e ainda eram necessárias mais máscaras de Ventilan.


 


Como a mãe é uma tansa, foi preciso vir uma enfermeira: - "oh mãe, é a sua primeira vez?"


A mãe pensava que a enfermeira se estava a referir à filha e diz que não, ela já é pró! (tumbas, figura de ursa!)


 - "Oh mãe, já acabou a máscara, basta olhar para o copo, já não há nada para inalar."


 


Voltamos para a sala de espera, onde temos de esperar pelo atendimento médico e a miúda está elétrica, parece que engoliu speeds. Sou olhada de lado pelo resto das mães e tenho a impressão de que está tudo a comparar a cor das pulseiras. Toma, toma, a da minha filha é amarela e a da tua é verde, nanananana.


 


Voltamos para atendimento médico, saímos para dar tempo para nova máscara, entramos para nova máscara, saímos para esperar por novo atendimento, miúda em alta rotação: quer água, quer bolachas, quer rebuçados, quer partir a cadeira onde não está sentada.


Entramos outra vez, a médica prescreve BOMBA.


 


Saímos, tentamos pagar o parque, a máquina não aceita o nosso dinheiro, miúda berra que quer ir para casa, pagamos, vamos à farmácia, vimos para casa e são horas de nova medicação, já com a bomba e uma cena acoplada para a criança inalar o ventilan. 


Com tanta merda, neste momento, não sei se a criança está a respirar bem.


 

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