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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

salvation

Fiz o calendário mais para mim do que para as miúdas, numa tentativa de fazer renascer a magia do natal, mas não há calendário que me salve.


Quando dava aulas aos crescidos, no Porto, tinha alunos com vidas familiares tramadas, que nesta altura do ano andavam mal. Nas aulas, falávamos de tradições de natal, queria que eles escrevessem sobre o natal nas suas casas. Havia recusas fundamentadas e o meu discurso era sempre positivo, numa de "agora é mau, mas quando tiveres a tua família, os teus na tua casa, vais ver o natal pelos seus olhos e vais ver que volta a ser bom". E eu acreditava realmente nisto.


Hoje, este hoje significa os dias que correm, tenho muita dificuldade em acreditar nesse discurso. 


Apesar de tudo, se há alguma magia na época, ela vem das minhas filhas.


Juntos, vamos construindo tradições que espero que as façam lembrar-se dos natais com alegria. O dizer bom dia e adeus ao presépio e ao pai natal que todos os dias vemos à entrada da vila, a espera pelas luzes (este ano, a câmara fez um belo trabalho, deve ser à conta do dinheiro dos parquímetros que espalhou por todos os lados), as coisas que vamos cozinhando à medida que eu vou encaixando o meu papel de mãe que dá a provar os doces tradicionais da época, o calendário pela primeira vez este ano, a ida ao Porto, com as duas, que quero repetir ainda que chova a potes (como no ano passado), a montagem da árvore e a fotografia da praxe... enfim, estas coisinhas todas que nos lembram que somos uma família com sorte.


Talvez ainda haja salvação.... 


 

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