sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

declaração de amor

Sabes, M., hoje decidi usar luvas para limpar a nossa casa de banho. Sabes, as minhas mãos estão tão mal tratadas que hoje olhei para elas e pensei: é melhor pôr luvas...


E pus as luvas.


Depois, sabes, olhei para a casa de banho e decidi começar por limpar o pó, antes de aspirar. Tinha as luvas postas, a porcaria das luvas, que sendo tamanho M me ficam a boiar, mas sabes, não havia S quando as comprei, acabei por trazer o M, mesmo sabendo que eram capazes de me ficar um bocadinho grandes. E ficam, grandes, as putas das luvas.


Estava a limpar o pó e uma merda muito grande aconteceu.


Deixei cair o frasco de Sculpture. Em segundos na minha cabeça, conjugaram-se todos os palavrões mais feios do mundo e ainda tive tempo de ensaiar uma oração inteira, por favor não te partas, por favor perfume que ofereci ao M. no natal e que ainda está cheiinho, por favor frasco de 200ml não te partas!


Mas partiu-se, em caquinhos de vários tamanhos e o teu cheiro inundou a casa de banho.


O que é que eu havia de fazer? Chorar? Não, caramba, há tanta desgraça a acontecer no mundo e eu não choro por dá cá aquela palha (por acaso choro, mas nesta situação não chorei).


Que havia eu de fazer? Olha, disse mentalmente muitos palavrões, muitos mesmos, enquanto continuava a limpar.


E agora, sabes? a nossa casa de banho cheira tão bem que acho que me vou fechar lá dentro e não saio mais hoje.


 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

exercícios de escrita II

Não gosto de dias cinzentos.


Não sou fã de dias cinzentos.


Os dias cinzentos são-me desagradáveis.


Os dias cinzentos não me aprazem.


Não aprecio dias cinzentos.


Detesto dias cinzentos.


 


Não posso tomar café na varanda.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

conclusões de última hora

É difícil fazer o jantar, preparar fruta e cenouras para as miúdas, pôr a mesa, tirar a loiça da máquina, brincar com a mais nova e estar no facebook, tudo ao mesmo tempo.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

exercícios de escrita

Naqueles dias, fazíamos assim: eu levantava-me, tomava banho ou lavava a cara e os dentes, às vezes ficava até mais tarde na cama e só tinha mesmo tempo de lavar a cara, vestia-me e ia para a cozinha, preparar o pequeno-almoço. No inverno fazia um frio de gemer e no verão, abrindo-se a persiana, a cozinha era inundada de uma luz amarela ou cinzenta, conforme o tempo que fazia lá fora. Mas no inverno era fria. Eu ligava o termoventilador e fazia o meu pequeno-almoço, que ia engolindo à medida que preparava os restantes. Na altura, o que me apetecia era sentar-me à mesa e com calma beber o meu leite com café e comer a minha torrada, mas quais torradas, não havia tempo, era mesmo só um bocadinho de pão com manteiga...


Depois, levava o leite com chocolate à Mr. e preparava o nestum da Gr. Nem sei porque é que ligava o termoventilador, agora que penso nisso. Acabavam as duas por tomar o leite no quarto, enfim...


Depois, depois... ah! sim, depois preparava-lhes as roupas. Eu sei, seria mais inteligente prepará-las de véspera, mas não era isso que me consumia mais tempo. Pois, preparava as roupas e ajudava-as a vestirem-se. A Mr. demoooooravaaaa muito teeeemmmmpooo a vestir-se e depois nunca queria a roupa que eu lhe dava, tinham de ser saias ou vestidos ou léguinhos, como dizia a Gr. E para a pentear? senhores, que tormento!


A Gr. deixava-me vesti-la, mas também tinha de ser sempre léguinhos!


Quando elas já estavam vestidas e penteadas, mandava-as lavar os dentes e eu ia acabar de me arranjar, punha um bocado de creme na cara, perfume e ala para a garagem.


Eram assim umas manhãs meio parvas, em que toda eu era stress, com medo de chegar atrasada à escola da Mr., ansiosa por ir tomar o meu café, com calma, pensando que não queria ir para casa sozinha e ficar o dia todo sozinha e o frio, jesus, o frio no inverno naquela casa! Era assim uma coisa estranha: por um lado, queria muito aquele momento do dia em que me ficava com a chávena quente de café na mão, a pensar no que podia fazer, mas depois saber que voltava para casa... não me apetecia... ficava ali, a inventar coisas que era preciso comprar, a adiar a hora de voltar.


Preciso de me lembrar disto, de não me esquecer, porque tenho muitas saudades delas assim pequeninas, a Gr. a deixar-me pegar nela ao colo, tão grande, mas tão meu bebé, a Mr. a rezingar, porque me estás a puxar o cabelo, pára! o M. a vir dar-me um beijinho e um abraço perfumado, que bem que ele cheirava, caramba, às vezes ainda sinto o cheiro dele, e dão-me umas tonturas que acho que vou morrer, mas estamos em 2070 e o teste que fiz no facebook dizia que eu só morro em 2073, portanto ainda me faltam 3 anos.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

os 37 são os novos quê?

Mr.- Mãe, porque é que nunca, nunca usas vestidos? Porque é que só usas calças e calças e sapatilhas...?


Mãe - Mas eu uso vestidos e saias e calções, no verão, eu uso!


 


Na descrição que lhe pedi, para treinar o texto descritivo, descreveu-me como gostando de camisolas quentes e sapatilhas.


Provavelmente, a minha mais velha está farta de ver a mãe vestida de jovem e deseja vê-la vestida de mãe.


A mãe ainda se sente uma jovem, apesar dos seus 37, e vai aproveitando a onda de que os 30 são os novos 20, continuando a vestir-se como há 15 anos (vá lá que as docmartens já estão arrumadas).


 

domingo, 25 de janeiro de 2015

somos tão in!

Ai que Leiria é tão féxion! Já tem uma nutellaria! Caturra!


É assim um corredor com um balcão ao fundo, onde as pessoas fazem fila para comer coisas com nutella.


Venham cá a casa, que pagam menos e podem sentar-se.


 

uma irmã

Ao pequeno-almoço:


Gr. - "pai, se a Mr. fosse um sumo eu bebia-a. Se ela fosse uma piscina eu megulhava nela."


Deve ser isto ter uma irmã.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Workshop

Realizar-se-a um workshop de frequencia obrigatoria para os maridos desta casa. O objetivo e aprender a por a loica na maquina. A inscricao e gratis e nao e preciso material.

reflito e um par de botas

Entre o último post e o dia de hoje, tenho andado com questões existenciais.


O post do dia 21 foi escrito de rajada, a publicação idem aspas (às vezes, escrevemos e deixamos o post a marinar, para isso servem os rascunhos, outras vezes, sem pensar em nada, naturalmente postamos e está feito. Assim aconteceu com o último).


Entretanto, sem saber muito bem como continuar, comecei também a pensar (em conjunto com os meus provedores de serviço) como reagiria a Gr., daqui a uns anos, face à exposição de questões que são dela.


Uma coisa é eu vir aqui e escrever, para a posteridade, uma palermice qualquer sobre um par de botas, outra é eu escrever que bebi meia garrafa de vinho, ainda que tal não tenha verdadeiramente acontecido e outra mais séria ainda é eu expôr assuntos que dizem respeito às pessoas que mais amo, as quais atualmente não têm consciência de quase nada (bem aventuradas!), mas que daqui a uns anos vão ter.


Estou, então, no meio de um debate interno: por um lado queria muito falar sobre a forma como fomos lidando com um problema, como forma de catarse, por outro tenho receio de expor assim a vida da minha filha e de todos nós, de forma tão óbvia.


Já o fiz de outras vezes, é certo, mas sinto, não sei porquê, que esta exposição seria mais séria que as outras.


Portanto, enquanto não decido como dou continuação a esta série de posts, se dou ou não, fiquem com esta: parece que as botas alentejanas estão na moda e à conta disso e de ter escrito tantas vezes botas alentejanas neste sítio, o blog anda com uma média de mais de cem visitas.


Fiquem também a saber que eu sou uma visionária, porque já com os meus 19 anos eu andava de botas alentejanas, pumba mais uma visualização!


 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

a minha mais nova já merece e preciso que fique registado (aos poucos porque há muito para dizer)

A Gr. é uma miúda meiga, que gosta de dar beijinhos assim do nada, que adora ouvir que gostamos dela e faz assim um ar entre o comprometido, embaraçado e o deliciado, com a cabeça para baixo que me deixa perdida de amores.


 


Há cerca de ano e meio, saímos de uma consulta de psicologia do desenvolvimento com o coração aos pulos.


A Gr. recusava ir para a escola, a educadora começou a puxar mais por ela, para que ela se envolvesse com o grupo e participasse nas atividades conjuntas e chegou à conclusão de que havia ali um bloqueio qualquer. Começámos por pensar que seria apenas uma inadaptação à escola, mas achávamos estranho.


A educadora, atenta e também preocupada, perguntou-nos o que achávamos da ideia de ela ser observada em sala por uma psicóloga que já há alguns anos colaborava com a escola. Concordámos e aguardámos a dita observação.


 


O que nos comunicaram então não foi propriamente novidade: a Gr. era uma criança um "bocadinho" anti-social.


Brincava muito bem sozinha, fazia os seus jogos sozinha e, nos momentos de grupo, ficava, não só calada, mas também alheada do que estava a passar-se e esse alheamento era voluntário. 


Em casa, era frequente vê-la a brincar sozinha, mesmo quando havia amigos, mas tínhamos aquela secreta esperança de que na escola a coisa fosse diferente. 


 

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

querido diário

chego a casa de manhã, depois de deixar as filhas nas escolas, e olho muito para a minha cama, ainda por fazer e penso que ficaria muito bem se me deitasse novamente, debaixo do edredon de penas, só mais um bocadinho, para aquecer, sabes, é que tenho muito frio, muito frio.


Depois, decido que tenho mesmo fazer a cama para não cair em tentação e calço só as pantufas.


Depois, olho para o computador e penso que não posso ligá-lo, mas ligo-o para dar som à casa, que está tão silenciosa que dói e, olha, estou aqui, caída em tentação. Que pôrra!


 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

são botas alentejanas, pôrra!

Não bastavam os outros


http://blogdocaixote.blogs.sapo.pt/desabafinho-226534


agora vêm estes


http://www.greenboots.pt/index.php/pt/ 


São botas alentejas, pá! 


 


 

desabafinho II

Todas as vezes que me cruzei com a "senhora" para quem trabalhei há dois anos e que ainda me está a dever quase todos os salários eu, educadamente, disse "bom dia" ou "boa tarde".


Devia era ter-lhe cuspido na cara, literalmente cuspido na cara. 

domingo, 18 de janeiro de 2015

http://apanhadanacurva.blogspot.pt/

Entro aqui, muito de vez em quando, para ler tudo de rajada, a medo. 


E de cada vez, um arrepio atravessa-me de uma ponta do corpo à outra.


Um arrepio e uma vertigem, de frustração, de inveja, de maravilha. 

sábado, 17 de janeiro de 2015

sem ressentimentos e sem ironia e não querendo ser mal agradecida

Without any kind of resentment, using no such thing as irony what I feel is this: you kind of write funny stuff and they go and highlight a text where you admit you drank half a bottle of wine!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

memoires...

A propósito de um desabafo do M., perguntei-lhe como é que ele tinha aprendido a tocar guitarra.


Veio então o desfiar de memórias, que são dele, portanto não vou aqui espraiar-me. O que interessa para aqui é que começámos a lembrar uma época em que era preciso mandar vir pelo correio pautas e tablaturas.


" Eu e aquele e aquele mandávamos vir livros de pautas, 5 contos cada livro, já viste! e depois passávamos horas agarrados à guitarra...." 


Era o tempo em que só havia o Blitz, formato jornal, que saía às quintas-feiras. "Lembras-te que naquela época, se queríamos saber alguma coisa sobre uma banda, mandávamos uma carta para o "alô alô D. Rosa" (eu creio que era assim que se chamava) e ficávamos semanas à espera?"


"Agora, vamos ao google e até a cor das cuecas dos gajos ficamos a saber..."


 


 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

não abro a boca para falar

desde as 9.15 da manhã (são 13.35).


Achei que podiam achar interessante.


 

artistas de meio metro e uma garrafa de vinho

Não sei se elas têm alma de artista ou não, afinal, as crianças mudam muitas coisas de um dia para o outro e há sempre fases (é engraçado como as fases são sempre de "não", não querer dormir, não querer comer, não querer tomar banho, não querer ir para e escola... porque não "a fase de querer andar porco", por exemplo?)


Dizia eu, não sei se têm alma de artista, mas as miúdas cá de casa adoram dar espetáculos.


Esta noite fomos brindados com mais um. Mantiveram-nos fora do quarto para prepararem tudo e, quando pudemos entrar, à luz da lnterna, estava a Mr. em cima da cama, com um pano à volta do pescoço, lábios com gloss e um arco na testa. A Gr. esperava a ordem de entrada no palco (a cama), vestida de bailarina, com um gorro e luvas da iellou kity.


Fomos então brindados com um espetáculo de canto e dança, como já vem sendo habitual (aqui é que elas podiam ir variando). A Mr. cantou um bocadinho do tema "já passou" do filme Frozen, sempre olhando pelo canto do olho para a sua sombra na parede atrás, com um ar dramático de fazer chorar as pedras do passeio, a Gr. dançou e fez coro. 


A mãe tinha emborcado meia garrafa de vinho ao jantar ria-se feita tonta com o ar de dama das camélias da mais velha e a mais nova irritada pedia pára mãe, o pai dava-me cotoveladas e depois acabámos todos uns em cima dos outros.


Não sei se foi do vinho, se das artistas, mas este foi o melhor espetáculo de 2015. 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

os pontos

Quando a maria josefina diz ao seu homem, manel, que num certo dia quer forrobodó conjugal, o manel vai à sua vida e, à noite, quando chega à cama, atira-se para cima da maria josefina.


A maria josefina fica amofinada e manda-o dar uma curva. O manel não entende nada, vira-se para o lado todo lixado e adormece passados trinta segundos.


O manel não entendeu ainda que para a maria josefina os preliminares começam logo depois do anúncio de que quer forrobodó. Que para a maria josefina há todo um conjunto de acontecimentos que têm de ser postos em movimento pelo manel, que a maria vai criando um conjunto de expetativas às quais o manel teria de responder e não responde.


O manel não entende. 


Mas a maria josefina tem culpa no cartório. É que ela, sabendo bem como funciona a cabeça do manel, nunca foi capaz de lhe dizer, ponto por ponto, o que espera dele, tal como lhe diz na lista de compras (pacote de leite meio gordo, com 30% de matéria gorda, sem lactose, da marca xpto, os pacotes azuis e cor de rosa; 1 frasco de champô de camomila, de 200 ml, da marca xyz, frascos amarelos com letras verdes...)


Este há-de ser sempre o problema base na vida do manel e da josefina: não por os pontos nos is.


E antes que pensem que este post é uma parábola sobre a minha vida, explicito que não, é uma parábola sobre a vida a dois de qualquer casal, seja ele "straight", seja "gay".

as equipas

Quando somos pais e mães passamos para outra equipa, ainda que não o façamos deliberadamente. Ou então, se calhar é o mais certo, somos postos noutra equipa.


Esqueçamos os cafés, as saídas à noite, as festas da joana e da garagem, as corridas ou sessões de ginástica, as idas à manicure em grupo (existem, não existem?)


Primeiro não podemos ir porque o bebé está a dormir ou tem de tomar banho ou está doente, depois não podemos ir porque já nem fazemos parte dos planos.


Como se houvesse duas equipas a funcionar. 


(estou com tpm, nota-se muito?)

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

libertinagem

Gostei do conceito daquele rapaz, o gustavo qualquer coisa, de libertinagem de expressão!


Esta noite vai ser cá uma libertinagem na minha cama! Ui, ui!


Não vai nada, que vim do barre terre e a N. matou-nos a todas mais um bocadinho, tudo em nome de um rabo gostoso.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

heaven, I'm in heaven....

Já tinha ouvido dizer muito bem deles, mas nunca tinha experimentado. Agora, posso dizer: os pijamas polares daquela loja que começa em pri, acaba em ark e no meio tem um m devem ser o que há de mais parecido com um pedaço do céu tal como eu o imagino.


Coisa mais fofa e quente não há, sem contar com a barriga do meu marido, claro!


Mas não me peçam para entrar na dita loja. Ontem, a minha vizinha desafiou-nos a mim e às miúdas para um passeio a Coimbra e a única coisa de Coimbra que vi foi um shoppping qualquer e a dita loja, onde me aguentei uns bons cinco minutos, ao fim dos quais os meus olhos lacrimejavam de tanto pó que andava no ar. 


Venham de lá os pijamas, encomendados online, presencialmente é do demo!!

domingo, 11 de janeiro de 2015

cheiros

Aparece com o meu cachecol no pescoço, uma ponta a arrastar no chão.


Leva a ponta de cima ao nariz e snifa-a.


 - Cheira bem, o cachecol da mãe?


 - Sim, cheira a Gabriela.


E quase me vêm as lágrimas aos olhos. 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

bolas

Porque é que eu não consigo relativizar?


Porque é que não consigo relaxar?


Porque é que não consigo deixar de gritar?


Porque é que não consigo?


Porque é que não consigo deixar de criar expetativas?


Porque é que não consigo?


 


Doem-me as costas.

ai

Tpm, you fucking bastard! 


Winter, you stupid motherfucker! 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

o macho

Esta noite, eu fui o macho na cama.


 


 


 


 


 


 


Com o meu pijama polar daquela loja que começa em pri e acaba em ark e que no meio tem um M. Fui para a cama quente da lareira, depois de um pré-sono que me soube pela vida e, passado um bocadinho, a cara metade juntou-se a mim a tiritar. Disse-lhe eu: anda, encosta-te a mim, nós já vivemos cem mil anos, encosta-te a mim....


não, só disse mesmo encosta-te a mim. E, pela primeira vez na nossa vida em comum, eu fui o macho que aquece a fêmea. 

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Filipa,

Vá com Deus. 


(não resisti.....)


Agora a sério: foi com a D. Filipa Vacondeus e com o Herman (muita papriiika) que me interessei por cozinhar.


 

uma decisão para 2015

Este ano não vou correr.


(nunca serei um blog da moda)

um balanço

Prometo a mim própria que é a última vez que falo do calendário do advento. Preciso de fazer um balanço. 


À primeira vista, diria que foi um falhanço total.


1 -  jantar à luz de velas e rezar ao menino Jesus. Iep (não rezámos...)


2 - as filhas vão preparar um espetáculo para apresentar antes de irem para a cama. Iep, foi muito giro.


3 - rezar ao menino Jesus. Nopes, nopes.... 


4 - compor uma música de natal. Nopes.


5 - picnic na sala, à hora do jantar. Nopes (nem me lembro porquê)


6 -  ir à loja social levar roupa e brinquedos. Nopes, estávamos para o norte...


 7 -fazer enfeites para a árvore de natal. Nopes, estávamos para o norte...


8 - fazer a árvore de natal. Fizemos sim senhora! e tirámos a fotografia da praxe, desde há 6 anos.


9 - fazer um postal de natal para amigos. Néééé, não fizemos porque a Mr. esteve a fazer os tpc até de madrugada..


10 - dançar. Cada um escolhe uma música (todos têm de dançar!) Sim, check e foi muito giro.


11 - dia de pensar: que coisa podemos modificar, para sermos melhores pessoas? à volta da lareira, foi um momento bonito. 


12 - Vamos comprar um enfeite para a árvore de natal. Não, fomos para Belmonte.


13 - Sobremesa especial: ossos de suspiro! Vamos fazer e comer. Não!


14 - Sessão de cinema: filme e pipocas. Outro não!


15 - Chocolate!!! Estava um chocolate para cada uma na caixa. Foi com muita alegria que o comeram e afirmaram que era a melhor caixa até ao momento (choro de desepero desta mãe).


16 - (último dia de aulas da Mr.) Vamos tirar fotografias no presépio da Batalha, depois da escola. Não! Estava muito frio. Fizemos um picnic na sala. Teve grande adesão.


17 - cantar canções de Natal. O pai toca guitarra! Não! Elas queriam era cantar chandeliers e miley cirus e merdas assim.


18 - Chupa chupas. Foi muito produtivo vê-las agarradas aos chupas.


19 - Sobremesa especial: fondue de chocolate e fruta. Sim, muita fruta e mais chocolate ainda. 


20 - dizer uns aos outros aquilo de que mais gostamos uns nos outros. Sim, foi giro, tenho pena de não ter feito um vídeo.


21 - Vamos fotografar a família. Fomos a Alenquer e de uma forma ou de outra fomos fotografando a família, para além de termos conhecido outra família muito simpática.  


22 - Dia livre! Foi livre como um passarinho, elas nem estranharam.


23 - Jantar em casa da E. Até este, que não dependia de nós, não se concretizou neste dia, como se o calendário tivesse vida própria.


24 - Jantar de véspera de Natal. Prendas da família. Tantas


25 - Almoço do Natal. Jesus nasceu! Vamos falar com ele. Não falámos, havia muita loiça para lavar e muitas prendas para abrir e brinquedos para espalhar e muitas birras para fazer por causa dos "pintelhos" dos brinquedos.


 


Apesar de ter tido em conta os dias da semana e de ter programado atividades que à primeira vista pareciam simples, as saídas não planeadas, a porcaria dos tpcs, a falta de paciência ao final do dia estragaram quase tudo.


O que aprendi? que as atividades têm de ser mais simples ainda, que tem de haver mais chocolates e que, se o objetivo é preparar o espírito do natal, temos de nos focar mais na família e no diálogo. As noites em que, à lareira, conversámos, foram as que me encheram mais o peito (e eu bem preciso de encher o peito).


Por último, para o ano não invisto em 25 caixas de fósforos e faço uma porra mais simples.


(acho que este foi o texto mais longo de sempre)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

sem título

Volto à casa fria e ao silêncio.


Volto ao estendal na cozinha, cheio de roupa que não seca.


Volto às manhãs de pasmaceira e tardes de corrida entre tpcs, banhos, jantares, "não quero ir para a cama".


Volto.


Entre os ires e os vires, nada muda e tudo fica diferente.


Elas crescem e nós encolhemos. Encolhemos nas palavras que dizemos um ao outro e nos gestos, encolhemos em tantas coisas.


Entre o que muda e o que fica igual, apesar de tudo e por tudo, amo-te, meu marido. 

domingo, 4 de janeiro de 2015

o que ela diz

Leva-me com ela para o quarto e diz que me vai mostrar uma coisa.


Põe-se em cima do colchão e diz que vai fazer um "consurto".


Tu deves querer dizer "concerto", corrijo eu.


Não! "consurto", insiste ela. "É um concerto e um concurso para ver quem é melhor!"


 


 

fazer a revolução (outra vez)

 Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...