sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

reflito e um par de botas

Entre o último post e o dia de hoje, tenho andado com questões existenciais.


O post do dia 21 foi escrito de rajada, a publicação idem aspas (às vezes, escrevemos e deixamos o post a marinar, para isso servem os rascunhos, outras vezes, sem pensar em nada, naturalmente postamos e está feito. Assim aconteceu com o último).


Entretanto, sem saber muito bem como continuar, comecei também a pensar (em conjunto com os meus provedores de serviço) como reagiria a Gr., daqui a uns anos, face à exposição de questões que são dela.


Uma coisa é eu vir aqui e escrever, para a posteridade, uma palermice qualquer sobre um par de botas, outra é eu escrever que bebi meia garrafa de vinho, ainda que tal não tenha verdadeiramente acontecido e outra mais séria ainda é eu expôr assuntos que dizem respeito às pessoas que mais amo, as quais atualmente não têm consciência de quase nada (bem aventuradas!), mas que daqui a uns anos vão ter.


Estou, então, no meio de um debate interno: por um lado queria muito falar sobre a forma como fomos lidando com um problema, como forma de catarse, por outro tenho receio de expor assim a vida da minha filha e de todos nós, de forma tão óbvia.


Já o fiz de outras vezes, é certo, mas sinto, não sei porquê, que esta exposição seria mais séria que as outras.


Portanto, enquanto não decido como dou continuação a esta série de posts, se dou ou não, fiquem com esta: parece que as botas alentejanas estão na moda e à conta disso e de ter escrito tantas vezes botas alentejanas neste sítio, o blog anda com uma média de mais de cem visitas.


Fiquem também a saber que eu sou uma visionária, porque já com os meus 19 anos eu andava de botas alentejanas, pumba mais uma visualização!


 

3 comentários:

  1. Sim sinceramente é de facto uma temática complicada é certo... se alguém conhecido seu sabe do seu blog sabe quem são os seus filhos, eu também tenho um... a ideia aqui é a mesma de se encontra-se um conhecido e lhe pergunta-se então a Gr como anda, se fosse respondia ah anda um pouco fechada e um pouco anti social... nem sei o que pensar...a outra pessoa até pode dizer olhe o meu era igual e passou... ou x pessoa era e é e isso nunca fez mal a ela e hoje em dia é bem sucedida... Se a Gr a ouvir vai ficar melindrada, talvez, mas ai faz parte dos pais de dizerem eu só comentei porque estou preocupada.
    Tentar manter o equilibrio, nunca mencionar problemas ou detalhes como hoje na escola passou-se isto... mas sim algo do género como lidar com filhos anti-sociais ou que gostem de brincar sozinhos... é o mesmo que dizer como lidar com adolescentes endiabrados...
    E é diferente dizer, o filho quebrou as regras do que dizer o filho pegou em 10 euros da carteira e foi ao cinema sem a minha autorização para ir namorar...
    Não sei se me fiz entender...

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  2. Sim. Entendi. Estou numa encruzilhada.... :) nao sei realmente como prosseguir. Bom fim de semana. :)

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  3. Se conselhos fossem bons, não se davam, vendiam-se mas, ainda assim, vou dar-te um: se estás nesse impasse sem saber o que fazer, remete o post para rascunho e guarda-o lá até decidires o que será melhor. Se, entretanto quiseres manter, voltas a publicar, se não, apagas. Depois deste teu desabafo, mesmo que o post tenha sido visto por alguém que te conheça, penso que se optares por eliminar, as pessoas deverão respeitar a tua privacidade e não andar a fazer comentários. Digo eu... (estou a escrever no tlm isto é uma seca pra escrever, pelo que as ideias podem estar um bocado baralhadas, espero que tenhas percebido o que quis dizer)

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