...expliquem-me porquê tanto fascínio pelo pedro chagas freitas?
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
desafios sapo
O meu blogdocaixote é uma caixa suja, para onde atiro as sobras deste meu cérebro destrambelhado e bipolar.
Quando cá venho, é inevitável andar à procura de contos de outras mentes destrambelhadas e de mães cheias de pica.
Deixo de lado as limpezas e vou rir e comer bolachas com a Trocatintas e a Bolacha Maria, musas inspiradoras.
Quando a minha maria me dá água pela barba com as toneladas de trabalhos de casa, vou chatear a outra maria.
Recentemente ando a aprender a tirar cafés e a fazer bolos groumet com fatias de fazer cair baba.
De vez em quando deixam-me ir a Marrocos e eu fico a sonhar com coqueiros. Toda a gente diz que tenho mau feitio, mas eu nem acho.
Quando volto aos trabalhos domésticos, tenho a casa toda desarrumada. Pudera, não fiz nada a não ser blogar!
vizinhos
Tenho caídos no terraço da minha casa os seguintes itens: um tapete de casa de banho (há umas boas semanas), uma sapatilha, três meias desgarradas, duas bolas e um par de boxers.
O que faço com eles? (ainda não foram reclamados e o Gordon, cão da Rita, já fez xixi no tapete, pelo que não deve cheirar nada bem). Eu vou pelo caixote do lixo, mas tenho pena da criança que vai ficar órfã de sapatilhas, pelo menos.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Mr.
A mais velha não faz os tpc na desportiva, nem a ponho a ler por dá cá aquela palha, mas pergunta-me os nomes das constelações, diz que vai fazer uma estimativa dos papeis colados nas paredes do quarto (muitos) e escreve bilhetes e convites por tudo e por nada.
O dito aniversário é só daqui a mais ou menos um mês.
desafios da sapo
Ando aqui, desde ontem, a ganhar coragem para responder a um desafio que duas senhoras me fizeram, mas sem tempo de qualidade para o fazer. Oh meninas, aqueles textos que vocês fizeram, brincando com os nomes dos blogs que lêem é coisa para demorar quanto tempo? E depois tenho de passar o desafio a alguém? Grata pelas respostas.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
proporcionalidades
Deve haver uma relação proporcional entre a quantidade de frio que sinto e a vontade de dizer palavrões!
domingo, 22 de fevereiro de 2015
estás que não te aguento
Sais da cama às 10.30. Passas a manhã que resta em pijama, entre afazeres domésticos, blogs, miúdas e mais afazeres domésticos.
Cerca do meio-dia, vais para a cozinha refletir sobre o almoço, mas não te apetece nada.
Decides que tens de te vestir e estás farta do pijama e da roupa de todos os dias. Optas por um vestido e sapatos da Eureka (só para armar ao pingarelho, também tens sapatos de lá), sais do quarto e brindam-te com um "uau, estás tão gira, tão moderna, que bunita".
Vais para a cozinha. Decididamente, o teu marido pode gabar-se de ter uma esposa que se arranja para fazer o almoço.
Pões Devendra a tocar e começas a labutar. Mudas para Beirut, vais fazendo uma série de coisas ao mesmo tempo: cozinhar, pôr a mesa, tirar roupa da máquina, estender roupa, mudar de faixas no youtube, telefonar à mãe...
Fartas-te de Beirut e pedes à mais velha que escolha ela uma música. Põem-se a ouvir a uma cena qualquer do factor x.
Tiras uma panela do fogão, esqueces-te do lume aceso, pões lá em cima um pano e só percebes quando te cheira MUITO a queimado e vês o pano a arder. Apagas o pequeno incêndio e decides que é hora de ouvir anselmo ralph.
Dedididamente, estás aborrecida que nem um figo e apetecia-te ir lanchar scones com doce de morango à Casinha.
sábado, 21 de fevereiro de 2015
preciso de sair daqui
mais vezes ou definitivamente...
Andar na rua e achar anormal um freak, um hipster, uma gótica, um casal de "drógados", uma gaja meia despida da cinta para cima, uma mãe a amamentar num local público, um mendigo de barba branca não é normal.
Aqui é só totós de roupa de marca ou da primark.
Tenho de sair daqui para manter os horizontes de normalidade abertos.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
A queda: da maioria absoluta à prisão
É o título da foto em destaque na página da Sapo.
O facto de um tipo que está agora preso ter sido, há dez anos, eleito por maioria absoluta para reger os destinos do país, diz mais do povo que o elegeu do que do resto.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
auto-análise
Tenho uma baixa auto-estima.
Tenho uma baixa auto-estima que me leva a partir para a maior parte das situações já como perdedora, aquela que não vai alcançar o topo, aquela que vai ficar sempre atrás, portanto não vale muito a pena o esforço.
Este texto não é um exercício de procura de cumprimentos, mãos na cabeça. Este texto é um exercício de reflexão sobre a minha forma de ser.
Eu não gosto de ser assim, porque sei que provavelmente é a falta de esforço que me traz resultados medíocres, muito mais do que a minha suposta medíocridade.
Eu não gosto de ser assim porque me corta as pernas a mim, como que me suícido em quase tudo o que faço.
O problema é que quase tudo me sai com esforço. Eu sou uma mãe esforçada no sentido em que ser mãe não é coisa que me saia naturalmente, que parece continuamente meter a pata na poça, sou uma profissional medíocre que não sabe gerir a falta de disciplina na sala de aula e que se esquece que putos will be putos e não sabe para onde se virar, que continuamente deixa de fazer coisas porque acha que os outros é que fazem bem, portanto não vale a pena o esforço...
Estou agora a fazer uma formação online, onde, todos os dias, "os colegas" partilham as atividades que fazem com os miúdos nas suas aulas e como é maravilhoso isto e aquilo... Eu só penso: nunca fiz nada disto, isto nunca sequer me tinha passado pela cabeça, eu sou efetivamente medíocre... E não me apetece fazer mais nada....
E não gosto....
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
andas e bolandas
Contabilidade das andas e bolandas desta interrupção letiva (e acordo a crítica gastronómica que há em mim).
sábado não conta para esta contabilidade, porque adormecemos cedo e soube bem.
Domingo à tarde: tasca do moleiro, tasca à moda antiga, onde os petiscos deviam fazer jus à antiguidade do sítio, mas vai-se a ver e já nem as tascas a sério têm comida a sério. As moelas não tinham sapique nem sabor de jeito, o presunto não era de porco caseiro, mas industrial, as únicas coisas mastigáveis que se safavam eram a broa e os rojões.
Quanto ao vinho, quando me trazem uma garrafa aberta eu duvido do que está lá dentro e não bebo.
Segunda: casa da Eduarda. A lasanha deslaçada (ainda me vais explicar o prodígio...) estava boa, o tempero da bolonhesa era muito agradável, com um toque acentuado de noz moscada que lhe caía muito bem. Os vinhos, um do Alentejo e os outros dois do Douro, eram muito bons, embora houvesse queixas do Esteva (azedo, disse alguém). A companhia também foi da melhor: Pedro estava a bombar e o Tonito era muito simpático, da Eduarda não é preciso dizer nada, a mesma querida maluca de sempre.
Terça, a chegar um festim de carnes ao almoço (é típico desta zona o cozido à portuguesa nesta época do ano), uma tarde com amigas no centro do Porto e uma noite numa tasca chique na aldeia de Quintandona.
Depois relato.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
É o amorrr
Às vezes, sem combinarmos, olhamos ao mesmo tempo uma para a outra e o sorriso que vejo nela é tão cândido, tão delicioso, que tenho de refrear o ímpeto de ir a correr e esmagá-la nos meus braços. Fico também só a olhar para ela, a minha mais nova....
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
fifty shades of grey
Ide ler coisas de jeito e ver filmes de jeito!
Quereis livros picantes?
História de O, de Anne Desclos (também em filme)
O meu amante de Domingo, de Alexandra Lucas Coelho (sem filme)
Delta de Vénus, de Anais Nin
A casa dos budas ditosos, de João Ubaldo Ribeiro
O amante, de Marguerite Duras
Já dá para uns mesitos de q.u.e.c.a.s jeitosas, não?
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
discos pedidos
"Mãe, põe aí aquela música "controla"...."
"Oi? hmmmmm.... está bem......"
Faço busca no youtube e sai-me isto
"Onde ouviste isto?"
"A A. (prima mais velha) e na escola."
É o poder da socialização!
amigos
O post da Trocatintas, sobre amigos (já sei linkar!!) merece ser continuado, porque as as reflexões que ela faz também já as fiz muitas vezes (vão lá ler).
Eu não sou pessoa de ter muitos amigos. Nunca tive muitos amigos. Geralmente, os adolescentes têm um grupo de pessoas com quem se dá e com quem são feitas as primeiras experiências marcantes. Eu nunca tive. Geralmente, as "amigas" combinavam as coisas sem eu saber e lá iam divertir-se.
Atualmente, continuo sem muitos amigos, mas já estou mais em paz com o facto, não a 100%, porque de contrário não perdia tanto tempo a refletir sobre a questão.
Não me considero má pessoa, tenho-me como de confiança e até sou simpática, não revelo os segredos dos outros, sou boa ouvinte e consigo facilmente empatizar com os problemas das pessoas.
No entanto, apesar de tudo, algum problema grave eu devo ter porque sinto, quase sempre, que dou mais do que aquilo que recebo em algumas situações.
Vou fazendo as pazes com essa constatação, porque sei que, apesar de poucos, os amigos que tenho são os melhores que podia ter.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
jantar de segunda
Salteei num fio de azeite três alhos esmagados e uns bocadinhos de gengibre. Juntei frango, previamente temperado com sal e pimenta, aos bocados e deixei dourar.
Juntei raspas de uma lima e adicionei o sumo de metade. Mexi, deixei que o sumo se impregnasse no frango, misturei mais duas colheres de sopa de polpa de tomate. Deixei cozinhar uns 10mns, mexendo de vez em quando, em lume médio.
Enchi uma chávena (de café) com leite de coco, misturei o sumo da outra metade da lima e juntei esta mistura ao frango.
Cozinhou mais uns cinco minutos. Antes de desligar, salpiquei com coentros cortados e mexi.
Acompanhou com um arroz basmati.
Delicious.
domingo, 8 de fevereiro de 2015
quando temos uma lareira acesa o inverno fica mais bonito
São 19.17. Estou à lareira, elas aqui ao lado a ver o filme Lorax.
Há pouquinho, os três (pai e filhas) estavam no sofá maior, enrolados na manta. Viam o filme, os três com um sorriso nas bocas. Ao olhá-los, entregue ao livro que tinha em mãos, não consegui evitar eu um sorriso largo.
Com a lareira acesa, os dias são mais fáceis.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
O Y do Público e a Antena 3
Graças a eles mantenho-me minimamente informada sobre o que se passa pelo mundo, além da troika, da Grécia, dos remédios para a hepatite C, das vítimas de violência doméstica.
Hoje, graças ao Y, fui dar com isto:
E é bom!
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
a minha vida não é triste
Eu não tenho problemas graves na minha vida. Tenho os problemas normais de toda a gente.
Acontece que estou em casa muito tempo, sozinha. Dou por mim a falar sozinha para ter a certeza de que ainda sei falar.
Escrevo no blog e leio o que escrevo para me ouvir e ligo e desligo o facebook e abro de desabro o mail porque tudo aquilo que me permita comunicar é uma ajuda.
às quintas-feiras
começo a sentir o peso do isolamento.
Sinto mais o frio e o silêncio, já não tenho ideias para o youtube, não me apetece fazer nada e é quando tenho mais para fazer.
Escrevo este texto na minha cabeça, no écran e na boca, porque queria estar a falar com alguém, porque preciso de saber se a minha voz ainda existe.
estudar online
Estou a fazer um curso na rede e descubro que é possível tremer de frio e transpirar ao mesmo tempo.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
apesar da torneira xpto
o "problema basilar" da nossa relação mantém-se.
Carago, leva a torneira a passear pela banca e manda as borras do café pelo "besgoto" abaixo!
a intenção...
Eu não acredito que o inferno esteja cheio de boas intenções, mas que as boas intenções às vezes só dão merda lá isso é verdade.
Quando a Gr. começou a ir para a escola, ia apenas no período da tarde, antes da sesta. Uma das primeiras vezes que fui lá levá-la, os outros, onde se incluía a Mr., estavam a acabar de almoçar e a Mr. viu-me. Sem pensar muito na questão, fui lá dar-lhe um beijinho. E não é que a partir daí a miúda entrava em stress e estava sempre à espera que eu chegasse ou com medo que eu não fosse e nem almoçava?
Acabou-se com o beijinho à hora do almoço. Mãe leva uma filha e sai muda e calada.
Agora, sabendo a Gr. que a mãe vê a Mr. na natação, pediu-lhe que a fosse ver também a ela.
A mãe foi, na semana passada e esteve lá um bocadinho, o suficiente para que a miúda ficasse contente e depois a mãe foi à sua vida.
Fiquei a saber que a rapariga ficou muito triste porque a mãe não a viu a bater pernas. Hoje, intuindo que era uma asneira, a mãe disse que voltava lá e ia vê-la a bater pernas.
ASNEIRA! A Gr. esteve o tempo todo de olho na mãe, não fez quase nada e ficou na mesma a chorar porque decidi que era melhor vir-me embora para ver se a rapariga se recompunha.
A intenção era boa, mas era má.
Logo, vou ter de conversar com ela, e explicar-lhe que não posso ir mais nenhuma vez, tal como tive de explicar à Mr. que se acabavam os beijinhos à hora do almoço.
Mãe sofre....
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Borgen e miúdas que não dormem
Tenta-se pôr as miúdas na cama por volta das 21.30.
Desdobro-me em invenções e promessas de sobremesas deliciosas ou prémios fantásticos se ficarem sozinhas, para que eu às 22h consiga estar no sofá a ver a série Borgen.
Vejo os primeiros minutos de cada episódio, que dura uma hora, sozinha e os restantes acompanhada de uma miúda que é um disco riscado, e isto não é uma metáfora é um símile, que repete até eu ir para a cama com ela as seguintes palavras:
"está a demorar muito, anda comigo para a cama agoraestá a demorar muito, anda comigo para a cama agoraestá a demorar muito, anda comigo para a cama agoraestá a demorar muito, anda comigo para a cama agoraestá a demorar muito, anda comigo para a cama agoraestá a demorar muito, anda comigo para a cama agoraestá a demorar muito, anda comigo para a cama agoraestá a demorar muito, anda comigo para a cama agora...........................
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
da mais velha
Estou aqui a ouvir a Mr. fazer o reconto de uma história e é fantástico ela estar a usar o discurso indireto, com as alterações verbais e pronominais todas corretas.
Só para que fique registado.
viver em Belmonte
"Se vivêssemos aqui, eu engordava para aí uns 20kgs num ano."
Disse o M. à mesa do almoço, depois de tudo comido e enquanto provávamos um licor de abrunho feito pela minha mãe.
fazer a revolução (outra vez)
Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...
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Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...
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Estou aqui ou não?
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Estamos em casa. À minha volta vejo sacos e malas. Ouço as miúdas na casa de banho, dentro da banheira, a livrarem-se de sal e areia acumula...