quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

auto-análise

Tenho uma baixa auto-estima.


Tenho uma baixa auto-estima que me leva a partir para a maior parte das situações já como perdedora, aquela que não vai alcançar o topo, aquela que vai ficar sempre atrás, portanto não vale muito a pena o esforço.


Este texto não é um exercício de procura de cumprimentos, mãos na cabeça. Este texto é um exercício de reflexão sobre a minha forma de ser.


Eu não gosto de ser assim, porque sei que provavelmente é a falta de esforço que me traz resultados medíocres, muito mais do que a minha suposta medíocridade.


Eu não gosto de ser assim porque me corta as pernas a mim, como que me suícido em quase tudo o que faço.


O problema é que quase tudo me sai com esforço. Eu sou uma mãe esforçada no sentido em que ser mãe não é coisa que me saia naturalmente, que parece continuamente meter a pata na poça, sou uma profissional medíocre que não sabe gerir a falta de disciplina na sala de aula e que se esquece que putos will be putos e não sabe para onde se virar, que continuamente deixa de fazer coisas porque acha que os outros é que fazem bem, portanto não vale a pena o esforço...


Estou agora a fazer uma formação online, onde, todos os dias, "os colegas" partilham as atividades que fazem com os miúdos nas suas aulas e como é maravilhoso isto e aquilo... Eu só penso: nunca fiz nada disto, isto nunca sequer me tinha passado pela cabeça, eu sou efetivamente medíocre... E não me apetece fazer mais nada....


E não gosto....

17 comentários:

  1. Sou como tu...
    A diferença de atitude é que entro cheia de força e ela vai-me desaparecendo e essa forma de me comparar? Igual...

    Beijinho grande,

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  2. De coisas iguais me confessei e me confesso e vou cumprindo a penitência...É que, se se mudam os tempos e se mudam as vontades, estas não andam nos mesmos ritmos.
    Mas..."todos os dias há um sol novo" e assim é que vamos.

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  3. Tás tola???
    Eu também acho que toda a gente tem boas ideias menos eu.
    Mas eu sou a prof melhor do mundo (dizem eles e elas). Que distribui sorrisos, beijos e abraços e repara qd eles estão mal! Que os chama a atenção 1000 vezes, pq se lembra como é ter 15, 16 anos.Sou assim! Gosto de mim assim!!! Não seria eu, se não fosse assim!
    Que se lixe! Sou uma tesa de 50 anos,que adora ser professora e o faz desde os 23 anos, com 3 filhos lindos, uma família maravilhosa, alguns amigos muito bons e que se calhar já senti "mais" do que muita gente. E dei e recebi em dobro! Sou de afetos! Quero ser assim!!! (moral da história:eu não quero crescer :D)
    Beijinhos

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  4. É muito bonito isso das formações em que todos fazem actividades espectaculares! Se eu fosse acreditar em tudo o que dizem, bem que estaria tramada. Este pessoal, tal como já chegámos à conclusão, não tem mais que fazer na vida e então passa a vida nos fóruns a postar coisas que nem sequer lhes foram pedidas. Mas se fosse uma mosquinha, gostaria de saber se as aulas são assim tão perfeitas como tanta gente quer fazer acreditar.
    Quanto ao resto, cada um tem que fazer o máximo para se sentir bem consigo próprio e ser feliz como é. Não podemos ter nem ser tudo o que queremos, mas cá nos vamos esforçando...
    Beijoca grande como eu!

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  5. nãoqueroternomesapochato19 de fevereiro de 2015 às 20:33

    eheheh, eu revejo-me muito nisto ... o que na realidade não tem piada nenhuma.

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  6. nãoqueroternomesapochato19 de fevereiro de 2015 às 20:36

    (sou a rita, filha da optimista fazedora de lasanhas)

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  7. Sei como é. Acho sempre que tudo e todos à minha volta são melhores que eu e acabo por me sentir minúscula e invisível.

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  8. As tuas sessões de terapia deram "ferramentas" para lidar com esta atitude? :(

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  9. Esse "tás tola" tão à mulher do norte fez-me rir. Tou tola.... é uma chatice. Que sorte seres assim, de nascença ou de "fazença". Já eu, não sou.... :)

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  10. Obrigada, Big! És grande, de facto.
    Beijinho

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  11. Não, Rita, não tem.... (caramba, tanta reticência por esses comentários fora).
    Beijinho solidário

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  12. Pingos, obrigada pelo comentário solidário. Agora, porreiro era mudarmos esta maneira de estar, não é....

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  13. Eu podia ter escrito tudo o que tu escreveste, obviamente que adaptado à minha realidade. Não acho que sejas medíocre (até porque se fosses não tinhas este discurso) acho é que tens medo de falhar e, na dúvida, preferes o conforto de nem ter tentado, ou ter feito pouco, porque se te esforçares ao máximo e não conseguires é muito mau, vais sentir-te (achas tu) medíocre... E vais ficando no limbo, na incerteza, no poucochinho. Quanto ao esforço... Não acredito que as coisas saiam sem esforço para alguém, nem ser mãe. Claro que há pessoas com mais jeito ou menos mas tudo requer esforço. E muito. Todos nós temos períodos de dúvidas, de incertezas, caramba! é isso que nos torna humanos e fazedores de erros vários. Não há super heróis. Ponto. Por último, quanto menos fazes, menos te lembras de coisas que podes fazer, menos vontade tens... Faz qualquer coisa, mesmo sem motivação, e depois outra, e outra, até perceberes do que és capaz, do que resulta ou não, e verás que a motivação acaba por chegar.
    Again, tu não és medíocre. É só mais confortável ficar na dúvida se conseguirás ou não.

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  14. Eu sei, Trocatintas... eu sei...
    São as hormonas que me dão cabo do sistema. Tanta cena que inventaram e ainda não apareceu um aspirador de hormonas chatas.

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  15. Algumas sim... não me auto-flagelo com tanta facilidade...
    Maaaaaas há deslizes que continuam a ocorrer... a diferença? É que os reconheço :p

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  16. nãoqueroternomesapochato20 de fevereiro de 2015 às 22:21

    ahahah, beijinho solidário
    (de qualquer das formas, queria deixar registado que não acredito que alguém medíocre soubesse escrever este blog)

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