segunda-feira, 22 de junho de 2015

facebook

Há cerca de um mês, matei o meu facebook.


Andava enervada com as partilhas que não me interessavam absolutamente nada, com as imagens de pratos suculentos que não comia, de locais fantásticos onde não ia, de coisas giras que não fazia. Andava com dor de cotovelo, resumindo.


Uma noite olhei para ele, copiei todas as fotografias que lá tinha para uma pasta, pus uma música qualquer cujo tema era "adeus" e fui-me deitar. Na manhã seguinte procurei os comandos para apagar o dito cujo e perante as possibilidades de o mandar logo à vida ou mantê-lo inativo durante um mesito, aqui a cobardola escolheu "manter inativo".


Durante esse mês, pouca gente deu conta da minha inatividade, fui feliz, tão mais feliz sem ele. Há dias, ele deu sinal de vida. Voltei a receber notificações e fiquei a ruminar sobre o que devia fazer.


Abri-o e matei-o de vez.


Hoje, que queria ver os pés da alcaida de Jerez de la Frontera, sinto-lhe a falta.


 

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