terça-feira, 16 de junho de 2015

viagens

Saímos de casa, em direção ao Porto.


A primeira meia-hora é smooth.


Chegamos a Pombal e começa: falta muito? perguntam elas.


Aqui é fácil, a resposta é dada sem hesitações: falta, falta muito.


A partir de Coimbra a coisa fica mais difícil. Não havendo uma resposta que lhes agrade e que seja verdadeira, eu


respondo "falta mais ou menos" e o pai "falta um bocado".


A Gr. ouve uma resposta, a Mr. a outra.


Segue-se então o desafio de quantificar à medida das suas cabeças a distância entre Leiria e Porto.


A partir de onde é que podemos dizer que "falta pouco"?


Se dissermos "já não falta muito", está o caldo entornado.


"A mãe disse que não faltava muito!" gritam elas em S. João da Madeira ou Santa Maria da Feira.


"E não falta!"


"Mas nunca mais chegamos!"


O pai volta ao ataque "falta um bocadinho." Elas aborrecem-se. "Um bocadinho de que tamanho?"


A mãe contra ataca "faltam 30kms".


"Isso é muito?"


São viagens muito divertidas!


 


 


E aquela, para ficar registado, em que no meio de uma chuvada, o pai foi dar umas belas beijocas aos raides?


"Estamos a ter um acidente, pai?", sai-se a Mr.


"Não, está tudo bem." Responde o pai, a tentar controlar o carro, para evitar mais batidas. A mãe, agarrada ao teto, grita "sim, sim, está tudo bem!"


A parte lateral do carro toda amolgada, mas está tudo bem e já não falta muito para chegarmos.


A parte lateral do carro toda amolgada, o ritmo cardíaco ainda a voltar ao normal e já o pai está a ligar para tudo quanto é sucatas nas redondezas para arranjar peças de substituição. É de Homem!


 


 

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