terça-feira, 28 de julho de 2015

estranhamento

O hamburger do Ramona não me soube pela vida.


A sangria da casa da viúva, em Quintandona, estava boa, mas na esplanada nem parece que estamos numa tasca chique metida no meio de uma aldeia reconstruída com fundos da comunidade europeia.


Já fui e já vim.


Estou em casa, na minha casa, na Batalha, mas há algo de, não diria errado, mas algo de anormal. Ainda não me levantei para apagar fogos de birras, lutas pela mesma peruca de alguma pinipon, nem para limpar o rabo de ninguém, nem para dar leite ou bolachas.


Estamos só os dois, marido e mulher, a ver se ainda nos lembramos de como se cumprem estes papéis.


Para já, corre bem, mas não deixa de ser estranho não ouvir as miúdas, não as ter aqui.


Como numa narrativa escrita do fim para o início...

6 comentários:

  1. ... enfiaste as miúdas na despensa?

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  2. Ahahaha! Sim.
    Fechámo-las no armário debaixo das escadas.

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  3. ... ora aí está uma solução económica... e vais enfiando a comida pela ranhura da porta? :)

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  4. Sim, às vezes empanca e elas ficam comer, coitadas. :D
    A esta hora estão na praia!

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  5. pois... coitadas... que seca a praia, né? :P

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