quinta-feira, 30 de julho de 2015

não aconselhável a pais totós

Como é sabido, estamos os dois, marido e mulher sozinhos, pela primeira vez vários dias seguidos. Embora fosse algo que já queríamos ter feito há mais tempo, as condições nunca se proporcionaram.


Já não sabíamos o que era ter o tempo todo por nossa conta e paira no ar um clima de satisfação contida e ao mesmo tempo o tal estranhamento de que falei.


Ontem, saímos para jantar à tinouca. Comemos, bebemos e conversámos bastante. A ideia de que estávamos por nossa conta, sem hora para voltar para casa, era (e é) maravilhosa. Estamos relaxados (de ressaca também).


Mas onde eu queria chegar é que a sensação de liberdade que temos é tão grande que ontem, alcoolicamente alterados, em pleno ataque de riso, diz o Marco: vamos pôr as miúdas à venda no olx, não vamos? como se fosse assim uma inevitabilidade que mais tarde ou mais cedo vai acontecer.


Salvaguardo aqui, para memória futura e para o caso de isto ser lido daqui a alguns anos por elas, que estamos cheios de saudade.


Acontece que acredito que como pais seremos mais felizes se, de vez em quando, nos for permitido este tipo de escapadela. Afinal, ser pai e ser mãe não significa viver única e exclusivamente em função dos filhos, ainda que haja muito casal por aí capaz de jurar a pés juntos que sim e que nós é que estamos errados.


Para esses, o meu middle finger.

11 comentários:

  1. Quando for grande, quero é ser como tu! ***

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  2. Eu acho que já escrevi isto algures mas repito: uma das benesses do divórcio é um fim de semana de 15 em 15 dias para fazer o que me der na bolha. Sem culpas. Não deixo de ser mãe, de adorar o meu filho, de ter saudades dele, mas aqueles dias sabem-me pela vida - mesmo que fique a borregar pelo sofá.

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  3. Olha o que me sabe pela vida no meu horário, é a hora livre que tenho entre sair e buscar a piolha... às vezes até mando o trabalho de casa as urtigas e durmo uma sesta... eeh... desgraçado do marido não tem essa paz e sossego a não ser quando ela vai dormir....

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  4. Estou neste momento a borregar no sofá! :D

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  5. Não acho nada que estão errados, muito pelo contrario. Ser-se pais não deveria ser sinonimo de deixar de viver exclusivamente para eles.
    Durante o meu primeiro casamento quase sempre vivia para a minha filha, principalmente por estar sempre sozinha e ele com os amigos depois veio o segundo e actual relacionamento e comecei a "viver". Confesso que de inicio sentia a consciência pesada por a deixar em casa das avós para eu ir para o forró. Ah e as ferias?
    Durante vários anos quando íamos de ferias ela ia connosco, mas depois ela já tinha 16 anos e não lhe apetecia andar com os "velhotes e nós começámos a ir a destinos mais carote e claro até dava jeito não ir. Confesso que me custava um pouco estar a divertir-me e ela não estar connosco.
    Já passaram uns anos e digo-te que não me arrependo, afinal um casal também te direito à diversão e a momentos sem filhos.
    Divirtam-se.

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  6. Digo exactamente o mesmo vezes sem conta... a grande vantagem é ganharmos tempo para nós, mesmo que de 15 em 15 dias, para fazer o que nos der na real gana :)

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  7. Sabe bem, sim. Estes dias estão a saber-me pela vida.

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