A minha "cova da moura", na margem sul, que não era efetivamente a Cova da Moura, era aquilo que eu imagino que seja uma escola da cova da moura.
À hora de almoço, dois miúdos envolveram-se à porrada, um deles com ponta e mola fechada, mas em vias de ser usada. O colega que vinha comigo indicar-me um sítio para comer qualquer coisa meteu-se no meio para os separar e levou uma valente joelhada, enquanto à volta já uma multidão se reunia, gozando o espetáculo. Pelo ar calmo do colega, depreendi que aquela é uma situação corriqueira.
Não sei como seria ter ficado ali, naquela escola. Mas todos os dias, em certas escolas do nosso país, há professores que enfrentam batalhas campais em nome da educação. E estão lá, todos os cinco dias da semana e envolvem-se em projetos sociais que lhes tomam tempo e não lhes trazem dinheiro.
O nosso governo o que faz? humilha, menospreza, em nome do economicismo.
A mim, não me servia, mas ainda bem que há professores com tomates.
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