No combate desenfreado pela gestão eficiente dos meus níveis de ansiedade, comecei a analisar que situações me deixam mais stressada.
As manhãs cá em casa são momentos desses. A pressa para ter tudo pronto, fazendo tudo sozinha, lutando contra a preguiça matinal das miúdas dá cabo de mim.
Mas a verdade é que sou uma totó, que já devia ter feito por fazer das minhas manhãs algo completamente diferente.
Sou eu que faço literalmente tudo (sintam-se à vontade para julgar o meu parceiro) e nunca, até esta semana, me passou pela cabeça que não deve, nem pode ser assim.
Criei um quadro de tarefas que as miúdas devem cumprir, especialmente a Mr. E que tarefas são essas? Ora, as tarefas básicas que a minha filha mais velha já devia fazer sozinha e não faz: levantar, vir à cozinha tomar o pequeno-almoço, vestir-se e tudo o resto.
O quê? a tua filha não faz isso? Não, a mãe faz tudo, lutando contra as birras matinais todas. A mãe passa-se todas as manhãs, por tudo e mais alguma coisa porque a mãe tem de fazer tudo e mais alguma coisa. Totó!
Comecei hoje com o quadro e a manhã foi um edílio, fui para a escola descansada, sem dizer mal das crianças, do marido, da casa, da vida.
Um pequeno passo para mim, um passo gigantesco no caminho da sanidade mental.
A minha desde cedo que se levanta sozinha e toma o pequeno almoço, mas o resto...nem te conto o que não faz. Ou melhor conto sim, apesar de achar que me vais querer dar uns tabefes. Não arruma a casa (à exceção do quarto dela), não passa a ferro, não faz comida, não apanha a roupa e muito mais o que podes imaginar. Todas estas coisinhas são a escrava que faz a não ser quando me passo e lhe mando fazer.
ResponderEliminarPortanto cada uma com o seu stress
A Rita e a Sofia, desde os 3 anos que se vestem sozinhas. A Rita, se calhar até antes disso. E a Sofia bem queria fazê-lo antes. Eu não deixava, pois ainda demorava mais tempo.
ResponderEliminarElas vestem-se sozinhas, mas o ritmo delas é muito diferente daquele que é necessário para sair de casa a horas. Brincam, desenham, andam à porrada, deitam-se outra vez... precisamos é de as fazer perceber que não podem fazer isso quando há horários a cumprir. É a luta destes dias. Há sempre lutas, tu sabes, né?
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