Poderia aqui escrever que me lembro como se fosse ontem, mas seria mentira. Só me lembro de uns pedaços de forma vívida e de outros esborratadamente.
Por exemplo, sei que estávamos sentados num daqueles cafés lá em baixo da avenida dos aliados, um daqueles clássicos que já nem sei se existem, ou era o ateneia ou outro cujo nome também não recordo.
Estávamos sentados em cadeirões acolchoados, com braços de madeira e era hora do lanche. Estaríamos a fazer horas para ir apanhar o autocarro para casa, como fazíamos muitas vezes.
Vês, estes são os momentos esborratados.
Depois, tenho os outros bem claros: uma sensação de descoberta, como um baque que te dá de repente, mas tu não queres acreditar nele a 100% porque é uma coisa duvidosa. Refiro-me ao baque que senti quando percebi, ou melhor, passe a redundância, senti que gostava de ti muito mais do que o simples gostar, quando senti que te amava, que ali havia amor.
Baque! tinha de to dizer, não fazia sentido não o dizer.
Agora, voltam as memórias um bocado apagadas... acho que agarraste na minha mão e ficámos um bocado a olhar alternadamente para os olhos um do outro e para as mãos, não sei porquê, não sei que havia ali nas nossas mãos abraçadas...
Depois, saímos e subimos os aliados, de mãos dadas, como sempre. Mas já tudo era diferente.
E esse dia bonito quando foi? E este teu texto, menina...Este teu texto...
ResponderEliminar:P não me lembro, deve ter sido nos idos de 1999 ou 2000.
ResponderEliminarQue lindo texto <3
ResponderEliminarBeijinhos
E o mais incrível é que, com todas as metamorfoses características deste crescimento, com tudo e mais tudo, ainda estamos a subir, aliados, de mãos dadas. Amo-te.
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