Era uma vez um rabanete que estava bem metido lá na terra. O lavrador cuidava muito bem dele. Só lhe via a rama, mas dava para perceber que ia sair dali um vegetal bem gordo e apetitoso.
O rabanete vivia muito feliz, absorvendo da terra e da água tudo aquilo de que precisava para crescer.
Um dia, estava ele a cantarolar, contente da vida, quando chamou a atenção de uma minhoca esfomeada que andava ali perto. A minhoca ranhoca andava desejosa de espetar a boca num belo rabanete e aquele parecia espetacular. Foi-se aproximando, já a salivar só de imaginar-se a comer o rabanete.
O rabanete não tardou a perceber que ali vinha uma minhoca. Olhou para ela e gritou: - "aaaaahhhhhh sacana de minhoca! tu pira-te daqui, que levas um enxerto de porrada que nem sabes de que terra és! ahahahahiaiaiaii!"
A minhoca ranhoca deu uma grande gargalhada - "ahahaha hahahahahhahahah!" e continuou o seu caminho em direção ao rabanete.
Este, que era um rabanete pacífico, nao gostava de conflitos, resolveu mandar mais um berro, para ver se assustava a minhoca - "Aaaaahhhhhh sacana de minhoca! tu pira-te!"
Mas a minhoca estava mesmo esfomeada e chegou bem pertinho do rabanete. O rabanete esticou uma das suas raizes e, prás, trás, espetou-a bem na fuça da minhoca que, desnorteada com o pontapé, nem percebeu o que lhe aconteceu.
Mais uma vez a minhoca tentou abocanhar o rabanate, mais outro pontapé levou. Se ela tivesse dentes tinha-os perdido todos ali. O que é certo é que pôs-se a andar e nunca mais tentou comer rabanetes.
Eheheheh! Gostei! Tu começa é a escrever esses textos e ainda te veremos a dar entrevistas com o título: E depois de Sophia de M.B.Andersen, G.P.S. (olha, nem tinha reparado que o teu nome resultava nesta sigla tão metafórica!). É o destino!!!!
ResponderEliminarG.P.S. parece-me um pseudónimo de alguém que vai saber sempre como chegar.
ResponderEliminarEstavas inspirada.
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