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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Não há-de ser nada

Na terça-feira, após a última aula do ano, dou por mim na sala de professores com a lágrima ao canto do olho. Eu sabia que após ter deixado os miúdos sairem mais cedo devia ter agarrado em mim e ter ido para o carro e vindo embora, mas achei que devia ficar até à hora de saída.


O que é certo é que assim que alguém me perguntou se estava tudo bem comigo, as lágrimas saltaram quatro a quatro. Grande merda! no meio da sala de professores.


Isto só me aconteceu no ano passado, depois de dois anos na mesma escola, com as mesmas turmas e consegui aguentar até uma miúda me vir abraçar, já depois de me ter despedido de todos "até sempre, portem-se bem e sejam felizes", aquela miúda encontrou-me no portão da escola, a catarina, e veio abraçar-me.


Deve ser da idade, da crescente precariedade... caraças, era suposto estar a ficar mais segura, mas é o oposto, quanto mais tempo passa, mais incógnita é esta coisa de ser professora, de não saber o que será que acontece no ano vindouro. É uma merda!


 

4 comentários:

  1. Há alturas em que é impossível controlar as lágrimas. E quando lidamos com pessoas parece que os sentimentos estão à flor da pele.
    Tenho uma colega que achas que não devemos mostar esse lado sensivel e emocional. Comigo está tramada ando tanta vez com as lagrimas à superficie.
    Um abraço apertado

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