sexta-feira, 2 de setembro de 2016

mais uma volta, mais uma corrida

As miúdas ficaram hoje no atl. Fui apresentar-me ao serviço.


Acho que parte do meu nervosismo se deve a esta fase nova que a Gr. vai iniciar. É claro que a perspetiva de estar em sala de aula com pestinhas que não conheço também me deixa nervosa, mas isto de não ter a certeza de como vai ser com a Gr. está a perturbar-me mais do que devia. Não senti isto com a Mr. e sei que estou a sofrer por antecipação (sou parvinha, eu sei), afinal a Mr. não estava assim tão preparada para o 1º ciclo, portanto enganamo-nos e eles são umas caixas de supresas.


 


Como dizia, ficaram no atl. O meu receio era que a cabeça da Gr. ficasse confusa, porque o atl está ligado ao jardim da isabel. Receios infundados. A miúda percebeu que não ia para o infantário e ficou contente.


 


Relativamente à escola, já sei o meu horário (off the record, psht, não digam a ninguém), e fui à descoberta das escolas que me calharam na rifa de um agrupamento bem grande. Curiosamente, apresentou-se outro colega do meu grupo, com horário completo. Ficou um bocado em estado de choque... terá de correr as capelinhas todas de uma ponta à outra do concelho. Eu, mentalmente, agradeci não ter horário completo. No fim do mês, feitas as contas ao gasto em combustível, devemos ganhar mais ou menos o mesmo.


 

3 comentários:

  1. Fiquei a pensar na comparação que fizeste entre a tua circunstância e a do outro colega. Vivemos numa sociedade onde o trabalho vale cada vez menos. Ficamos contentes por o outro trabalhar mais e ganhar o mesmo ou menos. Como educamos as nossas crianças para o que está certo e errado? Está tudo ao contrário. E esta minha observação não tem a ver contigo. Tem a ver com a vida às avessas.

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  2. Não diria que ficamos contentes porque os outros trabalham mais e ganham o mesmo. Diria que sentimos menos frustração, como se o mal dos outros fosse uma bitola para nos ajudar a relativizar a nossa situação, caso ela não seja a melhor. Apanhei um esgotamento só a alinhar estas ideias.

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  3. Ehehhe... eu entendi isso da relativização, mas não deixa de ser perverso. E, como te dizia, não és tu, somos todos. Porque todos faríamos o mesmo.
    Não deprimas, rapariga!

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