sábado, 4 de fevereiro de 2017

brave

Ontem fui ao ginásio. Queria compensar uma semana má, estava cheia de pica, esqueci-me de comer decentemente durante a tarde. 


Entre walking ou crawling bears ou lá o que é, walking lounges, saltos à corda e o camandro comecei a ver tudo a andar à roda e o meu coração disparado. 


Mandaram-me deitar e pôr as pernas para cima. Assim fiz. Entretanto, as tonturas continuavam, o coração batia tanto que achei que ia sair do peito. 


Comecei a pensar que ia morrer, entrei em modo de ataque de ansiedade. À minha volta perguntavam-me se seria melhor chamar os bombeiros, que ficam logo ao lado, mas eu recusei. Só queria controlar a ansiedade de sentir o coração prestes a explodir e pensar que ia morrer. Consegui. Uns dez minutos depois levantei-me e devagarinho alonguei. Vim embora.


Hoje fui ao ginásio outra vez (tenho de compensar a semana má) e assumo que ia com medo. Começar a relacionar exercício físico e ansiedade decorrente do aumento do ritmo cardíaco é a última coisa que quero. 


Correu bem. E escrevo porque quero deixar registado que hoje acho que devo ser uma gaja com eles no sítio. Só quem nunca teve um ataque de ansiedade sabe a vitória que é controlar. 


 


 


 


 

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