quinta-feira, 20 de abril de 2017

notas para memória futura

A mais nova está que não se aguenta com saudades das férias grandes e da "nossa casa no alentejo",


para quem a vê com menos frequência, está quase irreconhecível: sociável, comunicadora afável (há uns tempos não tinha filtros, dizia o que lhe ia na alma e no pensamento, agora controla os ímpetos de comunicar questões que ela imagina que possam perturbar os interlocutores),


a caligrafia está mais regular,


lê tudo,


tem um razoável cálculo mental,


gosta da escola, mas continua a expressar desejo de ficar em casa, ao pé da mãe, todos os dias.


 


A mais velha continua igual a si mesma: fala, fala, fala, fala e o problema é que ainda tem muita dificuldade em perceber os momentos em que pode dar liberdade a toda a torrente de informação que quer passar e aqueles em que deve estar caladinha e focada numa qualquer atividade.


Gosta muito de banda desenhada e de ficção. Se o livro a cativa já não tenho de a obrigar a ler (caraças, coisa que achei que nunca ia ter de fazer!)


É uma comunicadora nata, possui um vasto vocabulário e sabe encadear as ideias de forma clara. Canta muito, afinadinha...


Vejo nela muitas coisas minhas (cantar não é uma delas) e assusta-me que as suas inseguranças também já foram as minhas, algumas ainda são. O Marco diz que eu e ela somos muito diferentes e que um problema meu é eu estar sempre a projetar-me nela, para o melhor e para o pior. Já eu acho que projeto muito nela a forma como cresci e a relação que tive com a minha mãe.


 


 


 

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