sexta-feira, 21 de abril de 2017

random

São umas matracas, as minhas filhas, quando as vou buscar ao atl, às sextas-feiras.


Estou cansada de uma tarde a repetir mil vezes as mesmas coisas a miúdos agitados, cheios de açucar, cansados de estar metidos numa sala.


E elas não se calam, tantas são as novidades, tantas as coisas que querem contar, atropelam-se uma à outra, zangam-se e eu só quero um bocadinho de silêncio, um comando que tenha o botão de pausa para eu acionar.


Depois, chegam a casa e metem-se no quarto, a brincar uma com a outra. Dão-me a pausa que secretamente pedi, enquanto debitavam palavras à velocidade da luz, no carro em andamento.


E fico aqui, sentada, a achar estranho. Criaturas estranhas que somos todos.

Sem comentários:

Enviar um comentário

fazer a revolução (outra vez)

 Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...