quinta-feira, 4 de maio de 2017

crescer

Por cá (em casa) tem-se falado sobre amizade a propósito das primeiras desilusões "amiguisticas" que a mais velha tem sofrido nos últimos dias.


O discurso é o de que não há "uma melhor amiga", há amigas e amigos ("mas sempre que eu vou brincar com algum rapaz elas dizem que eu estou apaixonada por ele e é mentira!!!"), amigas e amigos, enfatizamos nós, que podem ser os melhores em coisas diferentes. Podemos ter a melhor amiga para contar piadas e fazer brincadeiras malucas, a melhor amiga para contar segredos, a melhor amiga para nos ajudar a fazer trabalhos, o melhor amigo para jogarmos um jogo ou conversarmos sobre programas de televisão.


E a miúda vai para a escola mais contente, mas regressa tristonha. Suponho que depois a tacanhez típica da idade, das raparigas em geral e dos miúdos que só jogam à bola e afastam aqueles que não gostam, vem estragar as nossas boas intenções. Crescer custa.

3 comentários:

  1. É verdade. E a mim custa-me a angustia da miúda em alguns dias, quando não percebe o porquê de uma das (melhores) amigas ficar chateada só porque, naquele dia, ela preferiu brincar com outra.
    "Eu posso brincar com quem quero. Não posso mãe?". E esta mãe, que nunca gostou dessa coisa de exigências nas amizades, procura passar a mensagem de que ela tem de pensar pela sua própria cabeça.

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  2. Só um pormenor, queria ter escrito "nunca gostou dessa coisa de exigências de exclusividade nas amizades" :)

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  3. Aqui é uma miúda muito baixinha, com baixa autoestima que tem ciúmes da dita "melhor amiga", que num dia é um espetáculo, no outro ignora-a completamente. :(

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