quinta-feira, 7 de setembro de 2017

bipolaridade ou a saga da busca permanente pelo equilíbrio

Acordo e digo para mim que tenho de arrumar tudo o que anda por aí espalhado, fora de sítio. Tomo o pequeno-almoço e opto por me sentar ao computador, afinal para quê arrumar aquilo que daqui a dias vai voltar a estar desarrumado?


 


Não sei que faça para o almoço e digo para mim que vou comer algo saudável. Enquanto faço a refeição, decido que até mereço uma coisa menos saudável. A vida são dois dias e bom, bom é comer.


 


Vou no carro, acelero, ainda quero ir ao ginásio, preciso de malhar, mas caramba, ando sempre a correr de um lado para o outro, que stress, a vida não pode ser isto, hoje afinal não vou.


 


Tenho de tratar de mim, não posso estar sempre a comer o que me apetece, a não ir malhar. Que caraças, tenho um corpinho fixe, aceito-o como é, não preciso de estar sempre preocupada com o que como ou deixo de comer, com o exercício que faço ou não faço, aceito o corpo que tenho que não é mau para quem já pariu duas vezes, não pá, não, porque o corpinho é assim fixe porque não comes só o que te apetece e fazes exercício, vai ao ginásio, pá! 


 


É isto, todos os dias isto! 


 

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