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terça-feira, 17 de outubro de 2017

bipolar (quem? eu? sim!)

Comprámos-lhe (à mr.) o Diário de Anne Frank na sua adaptação em novela gráfica que saiu agora recentemente na versão portuguesa com a chancela da Porto editora.


Esteve a tarde quase toda agarrada ao livro. Ouvi-a dizer coisas como "ela viveu grandes aventuras naquele anexo" que atestam o quanto a minha filha é pequenina, inocente e imatura, deixem-na ser mais um bocadinho. 


Agora à noite, enquanto eu arrumava a cozinha, comunicou-me que ia apresentar aquele livro nas aulas de português, "amanhã, vou apresentá-lo amanhã" e começou a fazer de conta que eu era a turma enquanto desenrolava um discurso totalmente improvisado e um bocado caótico sobre o que leu e viu e ouviu (antes de jantar falámos sobre campos de concentração, sobre nazismo, as SS, sobre o facto de o diário ser um testemunho real). Na cabeça da minha filha ela estava capaz de apresentar aquele livro de uma penada só, sem preparação, sem nada, só chegando lá, à sala de aula, amanhã e debitando o que lhe viesse à cabeça, o que atesta o quanto a minha filha é pequenina e inocente e imatura, cresce lá um bocadinho mais, minha filha! 


 


 

9 comentários:

  1. Temos tantos alunos assim pequeninos. Eu, pelo menos, encontro bastantes artistas da improvisação pelo caminho. :-) Embora, na idade dela isso não me pareça mal.

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  2. Eu li pela primeira vez o Diário de Anne Frank aos 12 anos, passei diretamente dos livros infantis ao estilo de Uma Aventura para o Diário de Anne Frank, lembro-me que foi um choque horrível com aquela realidade, que não compreendia como era possível...

    É bom que eles vivam na inocência, mas também é bom que percebam a história para que não se volte a repetir... :\

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  3. O Diário de Anne Frank tem dessas coisas, leva-nos mais além, na imaginação, no pensamento, na reflexão, na escrita...Quando o li também pensei nas aventuras de Anne, talvez pelo modo aventureiro como ela descrevia as coisas banais ou como, criativamente, aligeirava o mais sério. Afinal, quem é que não gostava de ter um anexo secreto? E quem é que nunca iniciou uma página do seu diário com uma frase ao género de Anne Frank? Era um pouco mais velha do que a mr quando o li, talvez estivesse no sexto ou sétimo, mas aguçou-me o meu gosto pela leitura, mas acima de tudo pela escrita diarística.
    Ainda bem que a mr gostou. Excelente ideia do pai e da mãe. É um livro que deve fazer parte do universo juvenil de todos.

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  4. Nao lhe comprem o livro normal. Eu ja comprei. Beijinhos
    CaTarina

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  5. Está bem. Obrigada. Espera mais um anito antes de lho oferecer. A miúda ainda está verde para conseguir compreender o diário na sua versão original.

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  6. Não faço mal em dizer-lhe que não pode ser assim, pois não?

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  7. Mas ela ainda é muito pequenina. Vai-se devagarinho na descoberta das merdas do mundo.

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  8. Não me lembro quando o li. Era seguramente mais velha que a maria. Lembro-me que passei várias noites a pensar naquilo tudo. Os pais da Mr são um espetáculo. :)

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  9. Tu sabes o que fazes. Eu nem tenho filhos! :-)

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ela foi a Londres, eu fui à dermatologista

 É claro que adorou Londres, principalmente o museu de história natural. Gastou uma pipa de massa no hard rock, andou kms e kms, socializou ...