quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

que adianta?

tanto tempo sem pôr aqui as minhas letras e regresso para falar de morte.


nas férias de natal, tivemos a notícia da morte de uma pessoa que andou connosco na escola, um tipo da minha idade, um médico "hotshot", daqueles que na secundária tirava 20 a tudo (exceto educação física) e que já sabia o que ia ser quando fosse grande aos 4 ou 5 anos.


Morreu. Num segundo estava vivo, no segundo seguinte estava caído no chão, morto. A este tipo, da minha idade, já tinha morrido um irmão, atropelado,quando criança. A mãe destes dois filhos perdeu, portanto, dois filhos.


A gente evita pensar nisso, bola para a frente, que adianta ficar a pensar na arbitrariedade disto tudo? Nada! É andar, é andar, que atrás vêm outros.


Ontem, soubemos via telefone, da morte de outro tipo da nossa idade. É andar, é andar, que adianta ficar a pensar que não vale a pena nada?


Mas pôrra! Pôrra! Pôrra! 


 


 

Sem comentários:

Enviar um comentário

fazer a revolução (outra vez)

 Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...