sexta-feira, 6 de abril de 2018

Elas e as escapadinhas

Nunca querem ir a lado nenhum. Os brinquedos, os livros, os jogos no telemóvel do pai, o cartoon network, as panquecas da mãe, a bolonhesa do pai são muito melhores do que idas e saídas aqui e ali.


Nem sempre conseguimos vencer a barreira de obstáculos que elas nos deitam em cima, mas vamos fazendo orelhas moucas. Umas vezes é prazeroso, outras uma valente merda sair com duas miúdas que conseguem passar o passeio todo a ranhosar.


Fomos a Montesinho passar duas noites e não foi automática a decisão de as levarmos. Mas foram, fomos todos. E, durante esses dois dias, passados metidos num carro, em estradas cheias de curvas e chuva, metidos num bungalow no meio do nada, eu só pensava: estas miúdas são um espanto! Não houve birras, não houve porrada. Houve passeios, com chuva e vento e frio, posta e batata frita, mas também atum e esparguete, filmes no computador, vento lá fora e até trovoada, houve calor da salamandra, mimo e muita calma. Houve família. 

5 comentários:

  1. Esses momentos são tão bons.
    Também arrasto os meus, mas faz bem a todos.

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  2. As crianças são imprevisíveis. De qualquer maneira, é sempre arriscado viajar para junto de algum local que não tenha nada para os divertir. Quando faço o planeamento das férias eles estão sempre em primeiro.:)

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  3. As crianças são imprevisíveis. De qualquer maneira, é sempre arriscado viajar para junto de algum local que não tenha nada para os divertir. Quando faço o planeamento das férias eles estão sempre em primeiro.:)

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  4. Por cá não diria que estão em primeiro lugar, mas quando estão connosco fazemos por agradar a "gregos e troianos", vamos a sítios que elas possam apreciar e levamos entretenimento para as pausas.

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